Dois voos que saíram de São Paulo retornam para aeroporto de Guarulhos após ataques ao Irã
Estados Unidos e Israel realizaram ataques conjuntos ao Irã; aeronaves da Emirates e Qatar Airways decolaram de madrugada e precisaram volta
Dois voos que saíram do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na madrugada deste sábado, 28, precisaram voltar para o Brasil após o fechamento do espaço aéreo na região do Irã, devido aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao país.
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Segundo informações da concessionária GruAirport, as aeronaves são das companhias Emirates e Qatar Airways. Os voos saíram do Brasil com destino a Dubai e Doha, respectivamente. As aeronaves já haviam decolado quando precisaram retornar por questões de segurança do espaço aéreo na região do Irã. Os dois voos ainda estavam retornando para Guarulhos no momento da publicação desta reportagem.
Os ataques dos EUA e Israel impactaram várias rotas internacionais que cruzam a região. Imagens do site Flightradar24 mostram um “buraco” no céu sobre o país, sem qualquer avião, já que várias companhias precisaram desviar as rotas que passariam por ali, como medida preventiva.
Não há informações, até o momento, sobre cancelamento definitivo de voos, ou previsão de nova decolagem para os voos que foram afetados pelos ataques no Irã. Os passageiros devem procurar as companhias aéreas para receber orientações.
Ataques ao Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã na manhã deste sábado, 28. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que "grandes operações de combate" estão em andamento, e a mídia estatal iraniana disse que seus líderes sofreram uma tentativa de assassinato, mas escaparam e passam bem.
Segundo a Agência de Notícias da República Islâmica, 53 pessoas morreram após bombardeios terem atingido uma escola primária feminina no condado de Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã. Outras 48 pessoas teriam se ferido, afirmou o governador Mohammad Radmehr.
O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, foram mortos em ataques israelenses, disseram duas fontes familiarizadas com as operações militares de Israel e uma fonte regional à agência Reuters.