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Política

Secretária de Saúde de Joinville (SC) compara filas em hospitais com ida à praia: 'Filinha de 6 horas'; veja

Comentário foi feito durante reunião da Comissão da Saúde, na Câmara de Vereadores

12 abr 2024 - 18h50
(atualizado às 22h44)
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Secretária de Saúde de Joinville compara filas em hospitais com ida à praia: 'Filinha de 6 horas':

A secretária de Saúde de Joinville (SC), Tânia Eberhardt, comparou as filas em hospitais com uma ida à praia no fim de semana. O comentário foi feito na última quarta-feira, 10, durante uma reunião da Comissão da Saúde, na Câmara dos Vereadores (veja no vídeo acima). 

"Tem uma ‘filinha’ de quatro, cinco e seis horas? Tem. Tem dias que tem. Tem fila, sim. Mas para mim ir para praia no fim de semana, para São Francisco do Sul, Enseada ou Barra Velha, eu também levo quatro horas", disse a gestora. 

Procurada pelo Terra, a prefeitura do município afirmou que o comentário foi feito pela gestora para explicar o atendimento adotado no município para atender a alta demanda e pedia compreensão da população. 

“A frase foi usada como uma comparação, no sentido de se referir que quando há aumento na procura, há um grande tempo de espera”, explicou o município em nota. 

A gestão ressaltou que, nesta sexta-feira, 12, o prefeito Adriano Silva reiterou que o exemplo usado foi “equivocado” e que a fala não reflete o trabalho da gestora.

Comentário foi feito durante uma reunião da Comissão da Saúde, na Câmara de Vereadores
Comentário foi feito durante uma reunião da Comissão da Saúde, na Câmara de Vereadores
Foto: Reprodução/Câmara de Joinville

Aumento nos casos de dengue

Joinville, cidade com mais mortes por dengue em Santa Catarina, está enfrentando uma grande demanda nos hospitais, tanto na rede pública quanto na privada, por conta de casos da doença. Segundo dados da prefeitura, na primeira semana de abril, foram 10,9 mil atendimentos, mais que o dobro do início do ano.

Em janeiro, foram registrados 5,1 mil atendimentos; em fevereiro, esse número subiu para 17,5 mil. Em março, chegou a 33,5 mil. De acordo com a gestão, uma das medidas para lidar com a situação é a implantação de três Enfermarias Especializadas em Dengue para dar suporte às UPAs e Unidades Básicas de Saúde da Família.

Além dos números altos, o município também está lidando com várias exonerações, tema que chegou a ser comentado durante a reunião da Comissão de Saúde na última quarta-feira. Até o momento, cerca de 21 médicos pediram exoneração. 

Segundo a prefeitura, o número é similar ao do ano passado. Em 2023, entre janeiro e abril, 24 médicos pediram demissão das UPAs e PA. “No início do ano, em geral, são divulgados os resultados de aprovados em alguma Residência Médica, por exemplo, o que pode motivar desligamento da rede de saúde. Atualmente não há dados ou pesquisas sobre a causa específica da saída dos profissionais da rede municipal de saúde. A Prefeitura está em fase de contratação dos profissionais para essas vagas”, explicou em nota. 

Fonte: Redação Terra
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