PUBLICIDADE

Taxistas param o centro de SP em protesto contra o Uber

9 set 2015 - 14h11
(atualizado às 14h13)
Compartilhar
Exibir comentários
Mais de 500 taxistas seguiram em carreata da Praça Charles Miller até a Câmara Municipal de São Paulo
Mais de 500 taxistas seguiram em carreata da Praça Charles Miller até a Câmara Municipal de São Paulo
Foto: Leonardo Benassatto / Futura Press

Em protesto contra o aplicativo Uber, taxistas interromperam nesta quarta-feira (9) o tráfego em frente à Câmara Municipal de São Paulo, no centro da capital. Com carros de som e cornetas, a categoria pede que os vereadores aprovem, em segundo turno, a proibição do aplicativo. O Projeto de Lei 349 de 2014, que proíbe o uso de carros particulares para transporte remunerado, foi aprovado em primeira votação em junho. A segunda votação está marcada para a tarde de hoje. Além de terem estacionado os carros na rua, os taxistas soltaram fogos de artifício.

Siga Terra Notícias no Twitter

O vereador Adilson Amadeu (PTB), autor do projeto, diz que o Uber é ilegal. “A Lei 12.587/12, que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana, não prevê o transporte privado individual. Em contrapartida, reconhece a relevância do transporte público individual, definido como um serviço remunerado, aberto ao público, por intermédio de veículo de aluguel para a realização de viagens individualizadas. Uber não preenche esses requisitos”, diz texto elaborado pelo gabinete do vereador.

O tema foi discutido em uma sessão tumultuada no dia 10 de agosto na Câmara Municipal. Na ocasião, o representante do Uber, Daniel Mangabeira, defendeu o aplicativo afirmando que há legislação que permite a sua existência. Para Daniel Mangabeira, o Uber é um modelo complementar, que pode coexistir com qualquer transporte público na cidade.

Com o acirramento de ânimos em torno da discussão, um motorista que trabalha pelo aplicativo chegou a ser agredido no mês passado. Segundo o boletim de ocorrência, o homem, de 22 anos, foi chamado para uma corrida no Itaim Bibi, zona oeste. Chegando ao local, ele foi cercado e teve o carro apedrejado. O rapaz foi colocado dentro de um táxi sob a mira de uma arma. Após circularem com ele por cerca de meia hora, o motorista foi deixado na Rua Funchal, 2 quilômetros do local onde foi abordado. O crime foi registrado no 14º Distrito Policial.

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi (Simtetaxis), Antônio Matias, informou no último dia 11, por meio de nota, que os taxistas envolvidos no caso foram identificados. 

Agência Brasil Agência Brasil
Compartilhar
Publicidade
Publicidade