SC: 4º protesto em Florianópolis leva 500 manifestantes às ruas
O quarto manifesto realizado em menos de duas semanas em Florianópolis registrou um número bem menor de participantes. Na noite desta quinta-feira, cerca de 500 pessoas tomaram as ruas da região central para pedir a tarifa zero no transporte coletivo.
Protesto contra aumento das passagens toma as ruas do País; veja fotos
Protestos por mudanças sociais levam milhares às ruas em todo o País
Formado em sua maioria por estudantes e integrantes de partidos políticos, o manifesto começou no início da noite, diante do Terminal Integrado do Centro (Ticen). O grupo cantou, exibiu bandeiras e criticou o prefeito César Souza Júnior (PSD) exigindo a adoção da tarifa zero para os estudantes.
Em seguida, os manifestantes seguiram até a sede da Assembléia Legislativa de Santa Catarina e tomaram a avenida Mauro Ramos, uma das principais da região central da capital catarinense. A Polícia Militar acompanha o protesto de perto e não registrou confrontos.
As maiores manifestações em Florianópolis, em termos de participação popular, foram registradas na terça e na quinta-feira da semana passada, quando mais de 50 mil pessoas tomaram as pontes que ligam a Ilha de Santa Catarina à região continental.
Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.
A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.
O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.
A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.







