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Polícia investiga mortes em série em SP, mas descarta ação de 'serial killer'

Casos foram registrados a partir do começo de setembro em diferentes regiões; alguns deles foram marcados por esquartejamentos e desovas de corpos em sacos pretos

7 out 2026 - 17h14
(atualizado às 17h57)
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Resumo
A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos nove mortes com sinais de execução e esquartejamento ocorridas em várias regiões da capital no último mês. Apesar de boatos virais nas redes sociais sugerirem a ação de um serial killer, as autoridades descartaram essa hipótese pela falta de conexão direta entre os crimes. Conduzidas pelo DHPP, as apurações focam em motivações individuais, como vingança e atuações ligadas ao "tribunal do crime" do PCC. A maioria das vítimas já foi identificada.

A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos nove mortes com traços de execução ocorridas em um intervalo de 30 dias em diferentes regiões da cidade de São Paulo. Os casos, alguns deles marcados por esquartejamentos e desovas de corpos em sacos pretos, foram registrados do começo de setembro em diante.

Nas redes sociais, usuários levantaram a hipótese de que as ocorrências estariam ligadas à atuação de um possível serial killer (assassino em série), com postagens que viralizaram em plataformas como TikTok e Instagram.

Essa linha, porém, foi descartada por ao menos dois nomes da alta cúpula das forças de segurança ouvidos pelo Estadão. Segundo eles, apesar das semelhanças, não há elo aparente entre as ocorrências. Um dos casos, com investigação já avançada, indicaria uma execução em retaliação por uma suspeita de estupro, por exemplo.

Polícia Civil investiga ao menos nove mortes com traços de execução ocorridas em um intervalo de 30 dias em diferentes regiões da cidade de São Paulo
Polícia Civil investiga ao menos nove mortes com traços de execução ocorridas em um intervalo de 30 dias em diferentes regiões da cidade de São Paulo
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Um outro ponto que soma nesse entendimento de que as ocorrências não tiveram ligação é que os casos ocorreram em diferentes regiões: foram quatro na zona leste, três na sul, além de um na zona norte e outro na oeste da capital. Não há registros do tipo, até o momento, na área central da cidade.

Apesar de descartar a atuação de serial killer, a polícia ainda apura elo entre as possíveis execuções em série com nomes ligados ao chamado "tribunal do crime" do Primeiro Comando da Capital (PCC), espécie de Justiça paralela da facção.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública do Estado, ao menos oito ocorrências são investigadas, todas de forma individualizada e com inquéritos policiais instauros, pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Entre os casos, estão o de um corpo que foi encontrado amarrado e ensacado no dia 5 de setembro na região do Jabaquara, na zona sul, e o de outro cadáver localizado esquartejado no dia 19 do mesmo mês no Jaçanã, zona norte. Outras ocorrências envolvem ainda corpos encontrados em diferentes condições e envoltos em sacos plásticos e mantas.

Em pelo menos sete casos as vítimas já foram identificadas. Agora o DHPP busca avançar na identificação de suspeitos e no esclarecimento das possíveis motivações. "Entre as linhas investigadas estão, em algumas ocorrências, hipóteses relacionadas a vingança ou justiçamento", afirma a pasta.

Segundo a secretaria, apenas uma das vítimas ainda não foi identificada nos casos que estão com o DHPP, e as diligências prosseguem tanto para estabelecer sua identidade quanto para esclarecer a autoria e a motivação dos crimes.

Estadão
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