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Polícia investiga foto íntima de ex que acusou Jairinho

A foto foi divulgada nas redes logo após depoimento da ex-namorada do vereador

1 mai 2021
21h23 atualizado em 2/5/2021 às 09h55
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21h23 atualizado em 2/5/2021 às 09h55
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A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio instaurou inquérito para apurar o suposto vazamento em redes sociais de uma foto íntima de uma das ex-namoradas do médico e vereador Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho (sem partido). O político, que está preso, também é acusado pela morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos.

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Foto: Renan Olaz

Diligências estão em andamento para esclarecer o vazamento da imagem, informou a Polícia Civil. A foto foi divulgada nas redes logo após depoimento da mulher no caso Henry, na 16ª DP (Delegacia Policial). Na ocasião, a ex-namorada afirmou que, no período em que os dois se relacionavam, ela e a filha foram agredidas pelo vereador.

Pelo crime, na sexta-feira, 30, Dr. Jairinho, de 43 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ). O inquérito que investigou o caso foi concluído na própria sexta e encaminhado ao MP-RJ, que em seguida fez a denúncia.

Segundo a peça apresentada pela Promotoria à 2ª Vara Criminal de Bangu, Jairinho submeteu a vítima a intenso sofrimento físico e mental, como forma de castigo pessoal, em 2011 e 2012. O documento relata que o vereador aproveitava-se do fato de manter um relacionamento amoroso com a mãe da criança. Nas oportunidades em que se encontrava sozinho com a menina, a torturava física e mentalmente.

Se condenado por tortura, Dr. Jairinho pode pegar mais de dez anos de cadeia

Acusado de infringir a lei 9.455/97, Dr. Jairinho pode ser condenado a 10 anos e oito meses de reclusão se considerado culpado por tortura. O texto legal pune quem "submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo".

Dr Jairinho está preso temporariamente desde 8 de abril, acusado de atrapalhar as investigações da morte de Henry. A Polícia Civil sustenta que o vereador também torturou Henry, filho de sua companheira Monique Medeiros, em 8 de março, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). Nesse caso, porém, o garoto, de acordo com os policiais, não resistiu às agressões e morreu. A mãe da criança também está presa.

Estadão
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