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Polícia Civil prende quatro por extorsão em golpe de falsas dívidas de soja no Norte do RS

Vítima em Victor Graeff já havia perdido R$ 5 milhões em esquema que envolvia promessas de terras em Santa Maria

17 abr 2026 - 12h33
(atualizado às 12h36)
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Quatro homens foram presos em flagrante pela Polícia Civil em Victor Graeff, no Norte do estado, sob a acusação de extorsão. O grupo atuava como uma suposta "empresa de cobrança" a mando de um estelionatário que aplicou um golpe milionário contra um empresário local, envolvendo a falsa conversão de sacas de soja em títulos e propriedades rurais.

A investigação aponta que a vítima mantinha um contrato de longa data com o autor do golpe, tendo repassado, ao longo de anos, o equivalente a R$ 5 milhões em sacas de soja. A promessa era de que esses valores seriam convertidos em títulos e, posteriormente, em terras na região de Santa Maria. Ao perceber que nunca receberia as áreas prometidas, o empresário interrompeu os pagamentos, acionou a justiça e registrou ocorrência policial.

A Extorsão e a Prisão

Diante da interrupção dos repasses, o golpista contratou o grupo agora preso para exigir o pagamento do restante das sacas previstas no contrato fraudulento. As investidas começaram no dia 8 de abril e tornaram-se mais agressivas:

8 de abril: Primeira abordagem de cobrança registrada pela vítima.

9 de abril: Três homens foram até a empresa do empresário para reforçar as exigências.

14 de abril: Os suspeitos retornaram em uma caminhonete. A vítima conseguiu se esconder e acionar imediatamente a Polícia Civil.

Os agentes realizaram a abordagem do veículo e prenderam os quatro ocupantes em flagrante. A caminhonete utilizada no crime foi apreendida. Os detidos foram encaminhados ao Presídio de Carazinho e responderão pelo crime de extorsão.

A Polícia Civil segue em diligências para localizar o autor intelectual do estelionato, que ainda não foi encontrado. O caso revela a complexidade de redes criminosas que utilizam a estrutura do agronegócio para simular transações financeiras e realizar cobranças violentas sob o pretexto de contratos civis.

Porto Alegre 24 horas
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