Operação Pseudographos: Fraude em licitações de Guaíba é descoberta após IGP identificar certificados falsos
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na última quinta-feira (22), a Operação Pseudographos para desarticular um esquema de fraude em licitações públicas no município de Guaíba. A investigação, conduzida pelo Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) e pela Delegacia de Polícia de Guaíba, teve início após um […]
A Polícia Civil do RS deflagrou a Operação Pseudographos para apurar fraudes em licitações de Guaíba, deflagrada após perícia comprovar a falsificação de atestados de capacidade financeira usados por uma terceirizada. Com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e residências, os policiais prenderam uma pessoa e apreenderam armas e computadores. O inquérito investiga falsificação documental, fraude licitatória e a conivência de servidores públicos.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na última quinta-feira (22), a Operação Pseudographos para desarticular um esquema de fraude em licitações públicas no município de Guaíba. A investigação, conduzida pelo Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Dercap) e pela Delegacia de Polícia de Guaíba, teve início após um alerta formal da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE) sobre indícios de irregularidades em certificados de capacidade financeira apresentados por uma empresa de terceirização de mão de obra em pregões eletrônicos municipais.
Conforme as autoridades policiais, os documentos falsificados continham inconsistências técnicas graves, como numerações já vinculadas a outras pessoas jurídicas e datas de emissão que coincidiam com o período de indisponibilidade dos sistemas estaduais durante as enchentes de 2024. A perícia oficial realizada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS) confirmou que os arquivos foram gerados em editores de texto comuns e convertidos para o formato PDF, apresentando metadados totalmente incompatíveis com os padrões oficiais de emissão do Estado.
Cerca de 25 policiais participaram do cumprimento de sete mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre. As ordens judiciais abrangeram endereços estratégicos, incluindo a sede da empresa investigada, escritórios de contabilidade, residências de suspeitos e dependências da própria administração municipal de Guaíba, a exemplo da Procuradoria-Geral do Município. Até o momento, uma pessoa foi presa e foram apreendidos materiais como armas, munições, computadores e mídias de armazenamento para reconstruir a circulação dos arquivos.
O inquérito policial apura os crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, fraude à licitação e associação criminosa. Além de identificar a autoria material da falsificação e a cadeia de transmissão dos documentos, a investigação sob a tutela do delegado Augusto Zenon e da delegada Karoline Calegari examinará se houve atuação coordenada e facilitação por parte de agentes públicos em contratos e pagamentos municipais.
PC.
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