Operação contra tráfico comandado de dentro de presídios prende 10 pessoas no RS
Polícia Civil cumpriu 36 mandados de busca e 11 de prisão preventiva em seis cidades
A Polícia Civil do RS deflagrou a Operação Cadeia de Comando e prendeu dez pessoas ligadas a um grupo criminoso coordenado de dentro de presídios. A ofensiva cumpriu mandados em diversas cidades e em cinco penitenciárias gaúchas. A organização utilizava aplicativos de mensagens para gerenciar o tráfico de drogas e armas, homicídios, roubos e cobranças violentas de dívidas no estado, evidenciando o desafio das forças de segurança em conter ordens ilícitas emitidas do sistema prisional.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Cadeia de Comando, voltada ao combate ao tráfico de drogas organizado a partir de estabelecimentos prisionais. Até o momento, dez pessoas foram presas.
A ofensiva foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Viamão, com apoio da Polícia Penal. Ao todo, foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva em Alvorada, Viamão, Canoas, Gravataí, Agudo e Balneário Pinhal.
As ordens judiciais também foram executadas em cinco unidades prisionais: Penitenciária Estadual de Porto Alegre, Cadeia Pública de Porto Alegre, Penitenciária Estadual de Charqueadas III, Penitenciária Estadual do Jacuí e Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.
De acordo com o delegado Alexandre Luiz Fleck, titular da Draco de Viamão, as investigações começaram em fevereiro deste ano, após a polícia passar a monitorar um suspeito ligado a um grupo criminoso com atuação principalmente em Alvorada, mas também em outros municípios da Região Metropolitana.
A apuração identificou uma estrutura organizada que, além do tráfico de drogas, estaria envolvida em roubos, homicídios e tráfico de armas. Segundo a investigação, integrantes que já estavam presos continuavam coordenando as atividades criminosas por meio de aplicativos de mensagens.
As orientações repassadas aos comparsas incluíam o transporte e a entrega de drogas, a movimentação de armas de fogo e coletes balísticos, além da disponibilização de veículos para a prática de crimes.
A investigação também aponta que o grupo recorria à violência para cobrar dívidas, incluindo agressões e tortura. Conforme o delegado Fleck, a organização mantinha conexões com municípios do interior do Rio Grande do Sul e do Litoral Norte.
Mais de 170 policiais civis participaram da operação, além de agentes da Polícia Penal.
O delegado destacou que a continuidade do comando de atividades criminosas por pessoas encarceradas representa um desafio para as forças de segurança. Segundo ele, a investigação reforça a necessidade de mecanismos legais capazes de dificultar que presos continuem administrando organizações criminosas de dentro das unidades prisionais.
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