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Operação combate facções que usam sistema APAC de Passo Fundo para beneficiar presidiários

Terceira fase da Operação Papillon visa coibir uso indevido do sistema APAC por facções criminosas

30 mai 2024 - 10h27
(atualizado às 10h30)
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) realiza nesta quinta-feira, 30 de maio, a terceira fase da Operação Papillon. A ação busca impedir que facções utilizem o sistema da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Passo Fundo para obter benefícios indevidos para seus membros.

Nesta fase da operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no município de Passo Fundo. As ações judiciais foram fundamentadas em provas obtidas nas etapas anteriores da investigação. Segundo a investigação, membros de organizações criminosas estavam utilizando o sistema da APAC para evitar o cumprimento de penas e facilitar a fuga de detentos e comparsas do sistema prisional.

"O GAECO sempre buscará manter a integridade do sistema prisional, realizando operações que eliminem qualquer desvio de conduta, seja em presídios ou em associações", destacou o promotor de Justiça André Dal Molin, coordenador do GAECO no Estado.

Facções criminosas e o uso indevido da APAC

O promotor de Justiça Diego Pessi, coordenador do 7° Núcleo Regional do GAECO - Planalto e responsável pela investigação, afirmou que a Operação Papillon visa investigar a manipulação da APAC por organizações criminosas para obter benefícios indevidos e facilitar a evasão do sistema prisional. "Estamos verificando a inclusão indevida de criminosos no sistema APAC e a facilitação das suas fugas", explicou Pessi.

As buscas foram realizadas na residência de um dos investigados e na sede da APAC em Passo Fundo. Participaram da operação os promotores de Justiça Cristiano Ledur, Maristela Schneider, Manoel Antunes e Marcelo Pires, com apoio do GAECO do Ministério Público de Santa Catarina e da Brigada Militar.

O sistema APAC, uma entidade civil de direito privado com personalidade jurídica própria, administra Centros de Reintegração Social de presos. As unidades adotam um método baseado na corresponsabilidade dos detentos pela sua recuperação e na assistência em várias áreas pelas comunidades onde estão situadas.

Etapas anteriores da Operação Papillon

No dia 12 de março deste ano, o GAECO realizou uma operação no Presídio Estadual de Erechim, com revista geral em busca de armas, drogas, celulares, documentos e outros materiais proibidos. A ação também visava combater delitos de uma das facções envolvidas na Operação Papillon, incluindo lavagem de dinheiro e ingresso de objetos ilícitos para comercialização entre os apenados.

Em 26 de março, a segunda fase da operação ocorreu em Passo Fundo, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência de um investigado. Foram apreendidos um notebook e celulares para análise de dados.

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