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O que se sabe sobre atropelamento que causou a morte do tio de Boulos; veja o vídeo

Carlos Boulos, de 80 anos, tio de Guilherme Boulos (PSOL), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, morreu três dias após ser atropelado em briga de trânsito na Avenida 23 de Maio

7 out 2026 - 13h08
(atualizado às 13h17)
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Resumo
Carlos Boulos, de 80 anos, tio de Guilherme Boulos, morreu após ser atropelado durante uma discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, em São Paulo. O motorista do outro veículo, Amilton Jusselino Rodrigues, fugiu sem prestar socorro e foi indiciado por homicídio doloso qualificado, com pedido de prisão preventiva pela Polícia Civil. A defesa de Amilton alega que ele tentou fugir por se sentir ameaçado pela vítima e que o idoso se desequilibrou ao golpear o capô do carro.

Carlos Boulos, de 80 anos, tio de Guilherme Boulos (PSOL), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, morreu na madrugada desta terça-feira, 6, três dias depois de ser atropelado após discutir com um motorista no trânsito na avenida 23 de Maio, região central de São Paulo.

Guilherme Boulos usou as redes sociais para fazer uma homenagem e comentar sobre a morte do tio. O dentista chegou a ser hospitalizado no Hospital das Clínicas, mas não resistiu.

Momento em que o carro atropela Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos
Momento em que o carro atropela Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

"Meu tio Carlos era uma das pessoas mais generosas com quem convivi. Uma alma única. É desolador o que ocorreu. Partiu vítima de uma violência humanamente inexplicável", escreveu Guilherme Boulos em publicação nas redes sociais nesta terça. "Vá em paz, meu velho! Te amamos muito!

Veja o que se sabe até o momento.

O que aconteceu

Conforme o boletim de ocorrência do caso, ao qual o Estadão teve acesso, Carlos Boulos estava dirigindo uma caminhonete Hyundai Hilux preta quando parou na avenida na noite de sábado, 3, para discutir com o motorista de um veículo que teria colidido com a traseira de seu carro.

Nesse momento, o carro avançou sobre ele, que caiu no chão e bateu a cabeça. Conforme o boletim, o motorista desse segundo veículo, um Fiat Palio, teria fugido sem prestar socorro, em ação que chegou a ser filmada por testemunha.

O que dizem as autoridades

A Polícia Civil de São Paulo solicitou a prisão preventiva do técnico em eletrônica Amilton Jusselino Rodrigues, de 61 anos, apontado como responsável pelo atropelamento do dentista. Ele foi indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil.

Amilton Jusselino Rodrigues, de 61 anos, foi indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil
Amilton Jusselino Rodrigues, de 61 anos, foi indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil
Foto: Reprodução via inatagram/@amilton.jusselino / Estadão

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que o motorista já prestou depoimento. A autoridade policial trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário. O caso é investigado pelo 5º Distrito Policial (Aclimação).

O que diz a defesa do atropelador

De acordo com o advogado Natan Tolintino, que representa a defesa de Amilton, suspeito de ter atropelado Carlos, ele teria tentado se afastar de uma situação de ameaça para proteger a mulher, o filho e a si próprio, sem pretensão de atingir o dentista.

"A dinâmica do ocorrido deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos da investigação", disse Natan ao argumentar que a versão da defesa encontra apoio nos depoimentos dos familiares.

Ainda de acordo com a defesa, Amilton e a família voltavam do Hospital Cema quando Carlos teria começado a buzinar, dar farol alto e "jogar" a Hilux contra o carro deles. Em seguida, o dentista teria descido do veículo, aproximando-se "muito nervoso", o que assustou a família de Amilton e levantou a hipótese de que Carlos estivesse armado.

Com isso, o motorista do Palio teria aproveitado uma brecha no trânsito para sair pela esquerda quando Carlos impediu, colocando as mãos no capô do veículo e golpeando-o, até "perder o equilíbrio e cair". A família seguiu diretamente para casa.

Estadão
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