Mulher é condenada a 25 anos de reclusão por assassinar e ocultar corpo de empresário em Caçapava do Sul
Júri considerou ré culpada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver; intenção de receber pensão por morte motivou o crime
O Tribunal do Júri de Caçapava do Sul condenou Leanir Marques de Souza a 25 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato e pela ocultação de cadáver do companheiro, o empresário Dalvi Melo Dias. O crime, ocorrido em 2018 para que a ré obtivesse pensão por morte, foi cometido com pauladas na cabeça enquanto a vítima estava embriagada e deitada. O corpo foi jogado em uma sanga e a ré forjou um afogamento acidental. O juiz determinou o cumprimento provisório imediato da pena.
O Tribunal do Júri da comarca de Caçapava do Sul sentenciou Leanir Marques de Souza a 25 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato e pela ocultação do cadáver de seu companheiro, o empresário Dalvi Melo Dias. O veredito foi proclamado na terça-feira (29), ao término de uma sessão de julgamento que se estendeu por cerca de 16 horas.
O crime ocorreu em 2 de setembro de 2018, na localidade de Rincão de Lourdes. De acordo com a ação penal apresentada pelo Ministério Público, a ré aproveitou que o companheiro estava sob efeito de bebidas alcoólicas e deitado em uma cama para golpeá-lo na cabeça com um bastão de madeira. As agressões causaram traumatismo cranioencefálico, provocando o falecimento da vítima. A apuração concluiu que o plano homicida foi estruturado visando o recebimento da pensão por morte decorrente do relacionamento.
O conselho de sentença acolheu as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de recurso que impediu qualquer chance de reação por parte da vítima. Na dosimetria, o juiz Fabrício Manoel Teixeira destacou a relação de coabitação e o fato de o empresário ser idoso (possuía mais de 60 anos), além de ressaltar a premeditação e a frieza dos atos no ambiente doméstico, determinando o cumprimento provisório imediato da condenação.
Conforme os autos, logo após consumar o espancamento, Leanir enrolou o corpo em uma lona plástica, colocou-o na carroceria de um automóvel e o transportou até uma sanga situada na propriedade rural, arremessando-o na água. Em seguida, comunicou familiares, amigos e o Corpo de Bombeiros alegando um suposto sumiço acidental por afogamento. As buscas localizaram a vítima horas depois, a aproximadamente dois quilômetros do ponto original da agressão.
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