Homem é condenado a 28 anos de prisão por matar companheira concretada dentro de geladeira no RS
Servidora pública Nara Denise dos Santos foi morta por asfixia e encontrada concretada dentro de geladeira em janeiro de 2024
O Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira (8), Marcos do Nascimento Falavigna pelo assassinato de sua companheira, a servidora pública aposentada Nara Denise dos Santos, de 61 anos. O crime, que chocou o Litoral Norte gaúcho em janeiro de 2024, resultou em uma pena de 28 anos e 10 meses de prisão em regime inicial fechado. Falavigna foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, sem o direito de recorrer da sentença em liberdade.
De acordo com o inquérito policial e a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por uma discussão fútil envolvendo o uso do cartão bancário da vítima. Nara foi morta por asfixia mecânica no interior da residência onde o casal morava há cinco anos. Para ocultar o crime, o condenado colocou o corpo da servidora dentro de uma geladeira e o concretou. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e feminicídio (contexto de violência doméstica).
Detalhes do crime e prisão
O caso veio à tona quando o próprio acusado procurou a Brigada Militar afirmando ter encontrado a companheira morta. No entanto, ao levar os policiais à residência, ele acabou confessando informalmente o crime, alegando estar sob influência de uma "entidade maligna". No local, os agentes encontraram imagens religiosas espalhadas sobre a geladeira onde o corpo estava escondido.
Nara Denise era natural de Osório e não possuía registros anteriores de violência doméstica contra o parceiro. A defesa de Falavigna, realizada pela Defensoria Pública, não se manifestou após a leitura da sentença. Com a decisão, o réu, que já estava preso preventivamente, teve a custódia mantida para o início imediato do cumprimento da pena.