Script = https://s1.trrsf.com/update-1784747113/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Cidades

Publicidade

Duas funcionárias de creche são desligadas após morte de bebê que ficou com a cabeça presa em grade

Abdoulaye Dieng, de um ano e quatro meses, não resistiu após ficar com o pescoço preso na grade de uma sala da Creche Luz do Brás

28 jul 2026 - 17h07
Compartilhar
Exibir comentários

Duas funcionárias da Creche Luz do Brás foram desligadas, segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo. Na última semana, o bebê Abdoulaye Dieng, de um ano e quatro meses, morreu após ficar com o pescoço preso na grade de uma sala da instituição, na região central de São Paulo.

"Até o momento, duas professoras foram desligadas por decisão da OSC (Organização da Sociedade Civil) responsável e substituídas por novas profissionais", afirmou a pasta.

Em nota, a SME informou que "está em curso procedimento administrativo para apurar os fatos" e que, "caso sejam confirmadas irregularidades, serão adotadas as providências cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização parceira responsável pela unidade".

Abdoulaye Dieng de 1 ano e 4 meses e o pai dele. A família é natural do Senegal.
Abdoulaye Dieng de 1 ano e 4 meses e o pai dele. A família é natural do Senegal.
Foto: Reprodução/Rede Social / Estadão

Abdoulaye Dieng estava em uma sala multiuso da Creche Luz do Brás. Ele teria deitado no chão e colocado a cabeça em um vão entre uma barra de ferro e um espelho. Segundo o órgão, a sala permanece interditada desde a última sexta-feira, 24, e passa por análise técnica.

O advogado Erson de Oliveira, que representa a família da criança, disse ao Estadão que Abdoulaye ficou preso por seis minutos antes de as monitoras perceberem o que havia ocorrido. Oliveira afirmou ainda que o menino estava sem supervisão no momento do acidente. "O vídeo (da câmera de monitoramento) mostra que ele lutou pela vida durante seis minutos", afirmou o advogado.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que policiais militares que faziam patrulhamento pela região foram abordados por funcionários da creche, que já estavam levando Abdoulaye à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca. O menino não resistiu e morreu na unidade.

A defesa da família questiona por que os profissionais socorreram a criança por meios próprios, em vez de acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo a SME, equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) prestam o suporte necessário à família.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra