Aeroporto de Congonhas tem voos cancelados após jatinho derrapar no Santos Dumont e afetar operação
Segundo a Aena, 18 partidas e 19 chegadas com origem ou destino no aeroporto Santos Dumont foram canceladas na tarde desta quinta-feira
A derrapagem de um jatinho particular na pista do Santos Dumont, no Rio, provocou o cancelamento de ao menos 37 voos em Congonhas (SP) e 71 no terminal carioca, além do desvio de 15 voos para o Galeão. O incidente interditou a pista das 16h10 até as 23h para a remoção da aeronave, que estava em situação regular e com dois tripulantes a bordo. As causas da saída de pista estão sob investigação do Cenipa, enquanto as concessionárias orientam os passageiros a checarem seus voos.
Ao menos 37 voos foram cancelados no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, após um jatinho derrapar na pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e afetar a operação.
Segundo a Aena, responsável por Congonhas, até as 19h49, 18 partidas e 19 chegadas com origem ou destino no aeroporto Santos Dumont tinham sido canceladas.
"A Aena recomenda que todos os passageiros com viagem programada para esta noite entrem em contato com as companhias aéreas para consultar a situação de seus voos."
No Rio, 15 voos foram desviados para o Aeroporto Internacional do Galeão e outros 71 foram cancelados.
O incidente ocorreu às 16h10 e a pista do aeroporto foi liberada às 23h após a remoção do jatinho. De acordo com a administradora do aeroporto, o avião, de prefixo PS-VEE, derrapou e parou em uma área gramada. Estavam a bordo o piloto e um tripulante.
"O Plano de Emergência do Aeroporto foi acionado imediatamente. Equipes do Corpo de Bombeiros deram suporte e técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) estiveram no aeroporto para iniciar as investigações sobre a causa da saída da pista", informou a Infraero.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre o registro da aeronave mostram que o avião de prefixo PS-VEE é um Embraer EMB-500, de operação privada. A aeronave está registrada em nome da VEE One - Manutenção e Serviços Ltda., que consta como proprietária desde 3 de julho de 2026. O Estadão entrou em contato com a empresa e aguarda retorno.
O registro indica situação normal, certificado de aeronavegabilidade padrão e autorização para voo IFR noturno. A validade do Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) vai até 3 de julho de 2027.
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