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‘Canteiros Coletivos’ criam laço afetivo com capital baiana

27 mai 2014 - 08h00
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<p>Voluntários reunidos para mais uma jornada: movimento se organiza pelas redes sociais e reúne gente de toda Salvador a cada intervenção</p>
Voluntários reunidos para mais uma jornada: movimento se organiza pelas redes sociais e reúne gente de toda Salvador a cada intervenção
Foto: Facebook / Reprodução

Uma iniciativa cidadã, independente e apartidária de recuperação de praças em Salvador tem deixado a capital baiana mais verde e bela. A ideia dos Canteiros Coletivos, projeto criado em 2012, é incluir pessoas que estejam interessadas em intervir na recuperação de espaços públicos na cidade. 

“Focamos em plantio, pintura e intervenções artísticas. A essência do projeto é incentivar a ideia da gestão participativa”, explica a jornalista Débora Didonê Sanches, 35 anos, fundadora dos Canteiros. 

Entre 20 e 30 pessoas participam de cada intervenção, uma turma que se renova sempre e se encontra por meio das redes sociais. “O grupo se mobiliza de acordo com o espaço urbano que precisa ser reparado. Os perfis são muitos, alguns contribuem com carona solidária, material e, às vezes, nem participam das ações, mas deixam um saco de adubo, mudas, colaboram das mais diversas formas”, afirma Débora.

Segundo ela, as pessoas chegam com uma energia “maravilhosa”, interação positiva, e a cada jornada se faz muitos amigos. “É um afeto para com a cidade. Todo mundo que participa gosta de Salvador e se sente fazendo algo para melhorar o local em que vive. Existe uma identidade, todos se falam de igual para igual, estão a fim de se ajudar. Os encontros são inspiradores”, diz a fundadora. “A ideia é mesmo criar um laço afetivo com o espaço urbano.”

Projeto começou pelas redes sociais

“Os Canteiros Coletivos nasceram em fevereiro de 2012, durante as discussões sobre as eleições municipais em Salvador. Nas redes sociais, tínhamos grupos que discutiam o futuro da cidade, principalmente, por conta dos últimos dez anos de gestões muito deficientes. Eu morava aqui havia apenas um ano. Nasci e me criei em Joinville, minha família é do Rio Grande e vivi oito anos em São Paulo”, relata a jornalista Débora.  

As preocupações do grupo versavam sobre a precariedade das estruturas públicas: calçadas, praças, canteiros. O primeiro encontro foi no chamado “canteiro piloto”, no Vale da Canela, entre os bairros da Graça e do Canela. De lá para cá, ocorreram diversas intervenções. 

Muitas parcerias são feitas nos canteiros e o intuito é o trabalho de longo prazo, envolvendo as comunidades ao redor. O grupo, que também começou como forma de protesto contra a municipalidade, hoje é convidado por ela para intervir nos canteiros da cidade. 

Fonte: Dialoog Comunicação
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