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Brasil pede avião militar aos EUA para levar oxigênio ao AM

Estado está enfrentando seu pior momento na pandemia de covid-19, com dificuldades especialmente para a aquisição de oxigênio

14 jan 2021
19h03
atualizado às 19h38
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O governo brasileiro pediu ajuda aos Estados Unidos para que disponibilizem um avião militar que permita o transporte de oxigênio para Manaus, afirmou à Reuters o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), diante da escassez no suprimento do insumo em meio ao agravamento da crise do covid-19 naquele Estado.

Paciente é transferido em Manaus em meio à pandemia de Covid-19
14/01/2021
REUTERS/Bruno Kelly
Paciente é transferido em Manaus em meio à pandemia de Covid-19 14/01/2021 REUTERS/Bruno Kelly
Foto: Reuters

Ramos disse que foi o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, quem lhe contou a respeito da requisição do avião dos EUA. Segundo o parlamentar, a solicitação era para que um avião cargueiro Galaxy, da Força Aérea daquele país, fosse disponibilizado.

Pouco depois de ter falado com Pazuello, o deputado afirmou ter recebido um contato do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), que pediu a ele que intercedesse para falar com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil a fim de tratar do assunto.

Ramos disse ter ligado para o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores e filho do presidente Jair Bolsonaro, para estabelecer um contato com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Contou ainda ter conseguido posteriormente um contato com o chanceler para tratar do assunto.

No início da noite desta quinta, o deputado disse à Reuters que não havia tido um retorno dessas tratativas porque anteriormente estava em um voo. Ele disse que é "imprescindível" essa ajuda externa no transporte do oxigênio.

"É imprescindível, porque é a única possibilidade de transportar para Manaus de forma rápida", disse ele, ao acrescentar que a única aeronave brasileira apta a fazer esse transporte, um Hércules, está em manutenção.

Segundo Marcelo Ramos, esse tipo de aeronave tem a capacidade de transportar 5 mil metros cúbicos de oxigênio. Mas ele relatou que Manaus tem consumido cerca de 70 mil metros cúbicos diários do insumo. Disse que tem havido falta dele em muitas localidades da capital e do interior do Estado.

Procurados pela Reuters, o Itamaraty, o Ministério da Saúde e a Embaixada dos EUA não retornaram de imediato os pedidos de comentário.

Pior momento

Em entrevista mais cedo, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), admitiu que o Estado está enfrentando seu pior momento na pandemia de covid-19, com dificuldades especialmente para a aquisição de oxigênio, em meio a uma nova disparada na contagem de casos e óbitos em decorrência da doença.

Segundo a Secretaria de Saúde amazonense, o Estado foi comunicado na noite de quarta-feira, pela empresa responsável, do colapso do plano logístico para algumas entregas de oxigênio, o que causaria a interrupção da programação por "algumas horas".

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