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Bolsonaro minimiza inflação e afirma não temer resultado de eleições "limpas"

Em Maringá, presidente diz que o mundo todo sofre com alta de preços e recorre retórica eleitoral diante de público ligado ao agronegócio

11 mai 2022 18h17
| atualizado às 18h57
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Presidente Jair Bolsonaro (PL)
Presidente Jair Bolsonaro (PL)
Foto: Reuters / BBC News Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a colocar em dúvida a lisura das eleições de outubro, nesta quarta-feira, 11, afirmando que não teme o resultado de um pleito que ocorra de forma "limpa". Ele também afirmou, durante pronunciamento na 48ª Edição da Expoingá, em Maringá (PR), que o mundo todo sofre com aumento do preço de combustíveis e alimentos. Mas, apesar da disparada dos preços e da inflação, minimizou os efeitos no Brasil.

"Apesar de a inflação estar alta no Brasil, bem como a questão dos combustíveis, na nossa terra os efeitos são menores", disse o chefe do Executivo. 

A inflação oficial no País alcançou 1,06% em abril, a mais acentuada para o mês desde 1996, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta.

Para um público ligado ao agronegócio e de aliados, Bolsonaro também citou o processo de "comunização" pelo qual, segundo ele, o País pode passar. E, novamente, usou como exemplo a Venezuela. "Vocês sabem que pior que uma ameaça externa é uma ameaça interna de 'comunização' do nosso País. Nós não chegaremos à situação que vive atualmente a Venezuela", disse.

O presidente voltou a repetir o discurso que adota desde o início da pandemia e culpou governadores pela crise econômica. "O que estamos vivendo no momento é fruto de uma política equivocada adotada por muitos governadores na pandemia. Aquela história de fechar tudo."

Bolsonaro também bateu novamente na tecla da defesa da liberdade, do direito ilimitado à liberdade de expressão e do cidadão poder se armar. 

"Todos têm que jogar dentro das quatro linhas", disse o presidente. "Nós não tememos resultado de eleições limpas. Nós queremos eleições transparentes, como a grande maioria, ou por que não dizer, a totalidade do povo", acrescentou.

Protagonista em embates com a Justiça Eleitoral, Bolsonaro tem questionado, em inúmeras ocasiões, a segurança do atual sistema eleitoral, seja na defesa do voto impresso, tese da qual já desistiu após sofrer uma derrota no Congresso, seja pela sugestão de possibilidades de fraudes na urnas eletrônicas.

Na segunda-feira, 9, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder nas pesquisas eleitorais para o Palácio do Planalto, afirmou que não adiantava "desconfiar de urna", em recado a Bolsonaro.

(*Com informações da Reuters e do Estadão Conteúdo)

Estadão
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