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Bolsonaro diz temer que RS vire uma Roraima se kirchnerismo voltar ao poder

12 ago 2019
16h14
atualizado às 16h28
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"Não queremos irmãos argentinos fugindo pra cá", disse presidente, ao comentar favoritismo da chapa que conta com Cristina Kirchner. Segundo ele, ex-mandatária faz parte da "esquerdalha" de "Maduro e Fidel Castro".Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (12/08) que o Rio Grande do Sul pode se tornar "um novo estado de Roraima" caso o presidente argentino Mauricio Macri perca a disputa pela reeleição para a chapa composta por Alberto Fernández e a ex-presidente Cristina Kirchner.

Bolsonaro vem se envolvendo ativamente nas eleições argentinas com ataques contra ex-presidente Cristina Kirchner, adversária de Macri (dir.)
Bolsonaro vem se envolvendo ativamente nas eleições argentinas com ataques contra ex-presidente Cristina Kirchner, adversária de Macri (dir.)
Foto: DW / Deutsche Welle

A declaração foi feita durante um evento em Pelotas, no sudeste do Rio Grande do Sul. "Povo gaúcho, se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter, sim, no Rio Grande do Sul, um novo estado de Roraima. E não queremos isso: irmãos argentinos fugindo pra cá, tendo em vista o que de ruim parece que deve se concretizar por lá caso essas eleições realizadas ontem se confirmem agora no mês de outubro", disse Bolsonaro.

Ao mencionar as "eleições realizadas ontem", o presidente se referiu às primárias eleitorais do domingo na Argentina, que marcaram uma dura derrota para Macri, e confirmaram o favoritismo, no pleito a ser realizado em outubro, da chapa que tem Kirchner como vice

e Alberto Fernández, antigo chefe de gabinete no governo de Néstor Kirchner, falecido marido da ex-presidente. No sistema argentino, as primárias funcionam como uma prévia das eleições, mostrando quanto apoio de fato os candidatos possuem antes do pleito.

A menção a Roraima se refere a o estado ter experimentado um fluxo constante de venezuelanos que fogem da miséria econômica e instabilidade política que atinge o país governado pelo regime chavista de Nicolás Maduro.

Segundo Bolsonaro, a ex-chefe de Estado argentina faria parte "da turma" de Maduro e outros líderes de esquerda: "A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma da Dilma Rousseff, que é a mesma de Maduro e [Hugo] Chávez, e Fidel Castro, deram sinal de vida aqui."

Os refugiados estariam fugindo "dado o socialismo que deu certo com Chávez e com Maduro". "A volta da Cristina Kirchner ali, no meu entendimento, é que estará a Argentina no caminho da Venezuela. E nós não queremos nossos irmãos argentinos fugindo pra cá", finalizou Bolsonaro, segundo o site G1.

O resultado na Argentina marcou uma derrota indireta para Bolsonaro, que há meses vem fazendo declarações a favor de Macri e contra o kirchnerismo, envolvendo-se ativamente nas eleições no país vizinho.

Esta não foi a primeira vez que Bolsonaro ligou Kirchner ao chavismo. Em junho, em sua primeira visita oficial à Argentina, o presidente brasileiro já havia pedido que os argentinos votassem "com responsabilidade" para evitar a criação de "novas Venezuelas na região". Em julho, ele também criticou uma visita do oposicionista Fernández ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede da Polícia Federal em Curitiba.

Em junho, o jornal O Globo revelou que no mês anterior um membro do governo Macri havia pedido para que Bolsonaro e integrantes da sua administração "relacionem sempre que possível, a ex-presidente Cristina Kirchner com a Venezuela", para ajudar a fortalecer a candidatura do presidente argentino à reeleição.

JPS/ots

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