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Ativistas jogam tinta na embaixada do Brasil em Londres

O grupo afirmou que programou o protesto para essa data para coincidir com a chamada Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília

13 ago 2019
11h56
atualizado às 12h37
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Grupo Extinction Rebellion pichou a fachada da representação brasileira na capital britânica, em protesto contra as políticas ambientais aplicadas pelo governo de Jair Bolsonaro e em defesa do clima e dos indígenas.

Pichações no prédio trazem frases como "Sem mais sangue indígena"
Pichações no prédio trazem frases como "Sem mais sangue indígena"
Foto: DW / Deutsche Welle

Ativistas do grupo Extinction Rebellion subiram sobre uma cobertura de vidro na entrada do edifício, enquanto outros colaram cartazes com frases em protesto à morte de indígenas no Brasil. "Chega de sangue indígena", dizia uma das faixas, denunciando a violência contra esses povos.

Marcas de mãos e rajadas de tinta vermelha cobriram a fachada. Os manifestantes denunciaram ainda danos à políticas ambientais do governo de Jair Bolsonaro como resultado das políticas do atual governo brasileiro.

O Extinction Rebellion, que se descreve como um "movimento internacional de desobediência civil não violenta", disse que o ato visa chamar atenção para os "abusos aos direitos humanos sancionados pelo estado e o ecocídio". Os manifestantes foram detidos no local.

O grupo afirmou que programou o protesto para essa data para coincidir com a chamada Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília. Segundo eles, manifestações similares estão previstas nas embaixadas brasileiras no Chile, Portugal, França, Suíça e Espanha.

O ato em Londres ocorre num momento em que o governo de Bolsonaro vem sendo pressionado por países europeus em relação às suas políticas ambientais. Dados oficiais mostram que o desmatamento na Floresta Amazônica subiu exponencialmente nos últimos meses.

No fim de semana, a Alemanha anunciou que vai congelar investimentos de 35 milhões de euros que seriam destinados a diferentes projetos de proteção ambiental no Brasil. "Não podemos ficar simplesmente dando dinheiro enquanto continuam desmatando", afirmou a ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, à DW.

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