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Brasil

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Alexandre de Moraes proíbe visitas de Flávio Bolsonaro ao pai

Ex-presidente e seu filho não poderão se ver até meados de outubro

13 jul 2026 - 15h58
(atualizado às 16h08)
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre atualmente prisão domiciliar.

Ex-presidente e seu filho não poderão se ver até meados de outubro
Ex-presidente e seu filho não poderão se ver até meados de outubro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A decisão de Moraes será válida pelos próximos 90 dias. Ou seja, pai e filho não poderão se encontrar até meados de outubro, mês do primeiro turno das eleições de 2026. O pleito está marcado para o dia 4.

O magistrado apontou que Flávio descumpriu uma decisão judicial que veta publicações nas redes sociais e que a postagem de um vídeo representou um desvio de finalidade do direito de visita.

"A afirmação de seu filho Flávio Nantes Bolsonaro - 'é imperdível, um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa nação' - sugere que o sentenciado tinha plena ciência de que sua carta seria divulgada nas redes sociais, o que configuraria, igualmente, desrespeito à medida cautelar a que está submetido, devendo os fatos, portanto, ser esclarecidos pela defesa", afirmou Moraes.

"A divulgação de vídeo em rede social e a utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto podem configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação, devendo o caso ser apurado pelo Ministério Público Eleitoral", acrescentou.

    Na carta divulgada pelo pré-candidato, Bolsonaro solicita a união dos aliados da direita em torno da candidatura do próprio filho. A mensagem não citava a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, esposa do ex-mandatário.

    O ex-presidente, que está em prisão domiciliar, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por chefiar a trama golpista.

    Bolsonaro está proibido de realizar manifestações políticas enquanto cumpre o regime domiciliar. .

Ansa - Brasil
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