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Bitcoin em queda livre: transformações no mercado de criptomoedas

Queda no setor de software e semicondutores arrasta criptoativos; analistas discutem a proximidade de um novo "Inverno Cripto"

6 fev 2026 - 09h50
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O mercado de criptomoedas atravessa um período de forte ajuste, operando em estreita sintonia com as ações de tecnologia dos Estados Unidos. Recentemente, a desvalorização do Bitcoin acentuou-se acompanhando o recuo de mais de 1,5% do índice Nasdaq 100, pressionado por uma onda de vendas em fabricantes de chips e empresas de software. Em um cenário de aversão ao risco, o ativo digital reafirmou sua característica atual de espelhar a volatilidade de Wall Street.

Bitcoin em queda
Bitcoin em queda
Foto: Perfil.com / Perfil Brasil

O panorama macroeconômico é o principal motor dessa movimentação. Com a manutenção de juros elevados e uma política monetária restritiva nos EUA, a liquidez global foi reduzida, impactando diretamente os ativos de risco. Somam-se a isso as tensões geopolíticas e a cautela em relação à futura liderança do Federal Reserve.

Para Rodrigo Durán, Diretor de Comunicações da Notbank by CryptoMarket, o movimento é um reajuste esperado. "Em 2026, estamos presenciando um cenário de menor apetite global por risco, ajustes nas expectativas de taxas de juros e uma rotação de capital para ativos mais defensivos, o que aumentou a pressão de venda e a volatilidade", explica. Ele observa ainda que, com o dólar fortalecido e o custo do dinheiro alto, as correções fazem parte do processo de maturação.

Bitcoin: entre a maturidade e o "Inverno Cripto"

Apesar do pessimismo de curto prazo, líderes do setor veem uma estrutura de mercado mais resiliente do que em ciclos passados. Sebastián Serrano, CEO da Ripio, acredita que o impacto dos ETFs e a entrada institucional suavizaram as quedas. "Eu não diria que já estamos no meio do inverno, mas talvez estejamos entrando nele", afirma Serrano, que projeta uma sustentação do Bitcoin na casa dos US$ 75.000 ao longo de 2026.

Essa visão de amadurecimento é reforçada pela migração do foco da euforia para a utilidade prática, como o uso de stablecoins para mitigar fricções cambiais em economias emergentes. Por outro lado, o capital institucional também tem buscado refúgio em metais preciosos.

Fabiano Díaz, da Bitwage, aponta que a alta das commodities alterou o fluxo de investimentos. "As criptomoedas deixaram de ser, pelo menos por enquanto, a principal atração, e isso pode ter desencadeado uma saída de fundos", avalia Díaz. Contudo, ele pondera que os fundamentos técnicos — segurança e privacidade — seguem em constante evolução. "As características do mercado de criptomoedas não só permanecem, como melhoram a cada dia", conclui.

Perfil Brasil
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