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Associação de Trânsito alerta para perigos após alteração na legislação; veja o que muda

A nova medida beneficia condutores no Registro Nacional Positivo, mas mantém a obrigatoriedade de exames para motoristas acima de 70 anos ou com condições médicas específicas.

11 mar 2026 - 16h24
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No trânsito, aumentar a velocidade permitida em uma via em apenas 5% pode elevar em até 20% o número de mortes entre os usuários.

No trânsito, aumentar a velocidade em 5% eleva mortes em 20%
No trânsito, aumentar a velocidade em 5% eleva mortes em 20%
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Este dado alarmante fundamenta a nova diretriz "Tolerância Humana a Impactos", lançada pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). O documento surge em um momento crucial, em meio à vigência da medida provisória que autoriza a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A entidade reforça que as decisões administrativas no trânsito precisam considerar os limites biomecânicos inegociáveis do corpo humano. Afinal, a energia liberada em um sinistro cresce de forma exponencial com a velocidade e supera rapidamente a capacidade física de absorção do impacto. As informações, são da Agência Brasil.

O impacto da velocidade no trânsito:

O presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior, destaca que ignorar esses limites biológicos resulta em um aumento inevitável de mortes e sequelas graves. O risco torna-se ainda maior para pedestres, ciclistas e motociclistas, que já respondem por mais de três quartos das internações hospitalares relacionadas ao trânsito no Brasil. Além da velocidade, a diretriz alerta para o impacto da frota crescente de SUVs e veículos com frente elevada. Esses modelos transferem cerca de 90% da energia do impacto diretamente ao corpo da vítima, elevando o risco de lesões fatais mesmo em velocidades consideradas moderadas ou legais pela sinalização atual.

A renovação automática da CNH e a saúde do motorista

A questão da renovação automática da CNH, regulamentada pela Medida Provisória 1327/2025, também recebe atenção especial no documento. A Abramet demonstra que a aptidão para dirigir não constitui um estado permanente, mas varia conforme a idade e a condição de saúde. Fatores como o envelhecimento, doenças neurológicas, distúrbios do sono e sequelas de traumatismos reduzem significativamente a tolerância do corpo humano a impactos e desacelerações bruscas. Por isso, os especialistas defendem que a gestão da segurança viária não pode se apoiar apenas na conveniência administrativa ou na fluidez do tráfego, exigindo uma avaliação médica periódica e individualizada.

Perfil Brasil
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