Pastor acusa Day Lims de iniciar jovens no satanismo
Cantora respondeu com deboche o religioso: "Morro de rir"
A cantora Day Limns, de 28 anos, foi acusada de influenciar jovens a seguir Satanás pelo pastor evangélico Danilo Mlaker. De acordo com ele, o último trabalho da artista, Minha Religião, é "repleto de mensagens subliminares".
"Olá, admirados por Deus! Mesmo que muitos afirmem que isso seja apenas uma quebra de cultura ou a desconstrução do politicamente correto, ou ainda uma música que inspira poesia e romance, gostaria de garantir a vocês que há grandes chances de que essa jovem [Day Limns], que já foi evangélica e conhece a palavra de Deus, esteja envolvida até o pescoço com iniciação satânica. Existem fortes indícios de que ela conheça os segredos ocultos da magia, conjuração de mãos e muito mais", disse o pastor, em vídeo publicado no YouTube.
O religioso ainda aproveitou o ensejo para criticar a obra da cantora e afirmar que jovens estão a seguir o satanismo: "Ela está influenciando jovens de cunho satânico, de cunho maligno. Deu pra passar um pouco mal aqui enquanto analisava o clipe. É um clipe pesado, com muita mensagem subliminar e eles fazem questão de mostrar essas mensagens."
Com a repercussão em torno do assunto, Day Lims veio a público. De forma debochada, ela riu das acusações do pastor. "É aquela coisa, gente, todo artista tem seu momento de pacto com o capeta... zoeira. Ou será que não é zoeira? Porque o querido aqui gastou bastante tempo dele para fazer uma resenha sobre o quão satanista eu sou", disse ela, em postagem no Instagram.
A cantora ainda abriu precedente para opinar sobre o fato de religiosos pregarem o ódio na atualidade. "Amor, às vezes a presença maligna está vindo de outro lugar... talvez de dentro para fora, sabe? Vamos analisar isso aí, também. Será que as pessoas não sabem o que é arte?", refletiu ela, que ainda tirou sarro do vídeo do pastor. "Toda vez que vejo esse vídeo, eu morro de rir".
O que, de fato, é o satanismo?
Fundada em 1966, na Califórnia (EUA), o satanismo possui sede física, mandamentos e bíblia, mas está longe de ser uma religião.
Criada pelo norte-americano Anton LaVey, a Igreja Satânica não cultua a Satã, nem mesmo adora a um Deus. O objetivo, por trás do nome chamativo, é pensar em si mesmo. A ideologia apenas leva esse nome [satânico] como ironia à Igreja Católica, que em meados de 1960 vivia um momento de difíceis devido ao avanço da indústria cultural e a popularização dos métodos contraceptivos.
"O LaVey queria mídia, por isso o nome", diz Ana Beatriz Dias Pinto, doutora em Teologia, especialista em cultura religiosa e professora na PUC-PR.
Entre os mandamentos da ideologia, fazer mal ao próximo ou rituais estão longe do real.
"No satanismo, as pessoas são incentivadas a viverem um tipo de independência e cuidado a si próprio. Não tem a ver com praticar o mal. Pelo contrário, tem a ver com liberdade. Por exemplo, se você tem dinheiro e quer um carro, o satanismo diz que você deve comprar e não doar a quantia aos pobres", complementa a especialista.
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