Os protestos que marcaram uma semana histórica na Copa do Mundo
As seleções do Irã, Inglaterra, Alemanha e Dinamarca protagonizaram manifestações pelos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+
Gols, polêmicas, falhas de goleiros e lesões dos jogadores são assuntos comuns em Copas do Mundo. Mas, nessa edição do Catar, até agora, os protestos políticos têm sido o grande destaque do evento. A falta de respeito aos direitos humanos de alguns grupos, especialmente das mulheres e da comunidade LGBTQIA+, vem pautando as diversas manifestações que estão acontecendo entre as seleções.
Irã
No segundo dia de jogos (21), os jogadores do Irã não cantaram o hino do país, que ainda foi vaiado pelos torcedores iranianos, repudiando as repressões aos protestos que têm acontecido no país desde setembro, após a morte de uma jovem, Mahsa Amini, por “uso inadequado” do véu islâmico. Nas cadeiras do estádio, além das vaias ao hino, os iranianos também levantaram cartazes em apoio às mulheres do país.
Na manhã desta sexta-feira (25), uma torcedora iraniana exibiu uma camisa da seleção árabe com o nome de Mahsa Amini. Junto com ela, estava um homen que segurava a bandeira do país com a mensagem: “Liberdade para as vidas femininas”, pedindo maior igualdade de direitos para as mulheres.
Inglaterra
Na partida contra o Irã, na última segunda-feira (21), após a decisão de não usar a braçadeira de capitão de protesto “One Love”, com as cores do arco-íris, por medo de punições que a seleção poderia sofrer, Harry Kane entrou em campo com uma faixa com a frase "#NoDiscrimination”, item autorizado pela Fifa. Além disso, os jogadores ingleses se ajoelharam antes do apito inicial em protesto contra o racismo.
Ainda na mesma partida, a repórter britânica Alex Scott apareceu utilizando a faixa nas cores do arco-íris durante a transmissão do pré-jogo, da BBC Sport, direto do estádio no Catar, em apoio à causa LGBTQIA+.
Dinamarca
A seleção da Dinamarca estreou na terça-feira (22) na Copa do Mundo do Catar, usando um uniforme que tem como objetivo 'não estar visível durante torneio que custou a vida de milhares de pessoas'. “Apoiamos a seleção dinamarquesa o tempo todo, mas isso não é o mesmo que apoiar o Catar como país anfitrião”, afirmou a fabricante Hummel.
Alemanha
Na última quarta-feira (23), os jogadores da Alemanha protestaram durante a foto oficial do time antes do duelo contra o Japão. No momento do registro, eles taparam a boca com as mãos como um ato de repúdio às medidas da Fifa, que proibiram os times de se manifestarem durante as partidas, após polêmica com o uso da braçadeira "One Love".
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.