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'Na escola, minha filha foi arrastada pelos cabelos', relata brasileira em Portugal

Denúncias de xenofobia contra brasileiros cresceram 505%, segundo balanço da Comissão contra a Discriminação Racial

23 fev 2024 - 17h10
(atualizado às 19h04)
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Resumo
Jornalista brasileira relata experiências de xenofobia durante o período em que viveu em Portugal. Em uma das situações, uma de suas filhas foi "arrastada pelos cabelos" por um professor.
Imagem de uma sala de aula
Imagem de uma sala de aula
Foto: Unsplash

A jornalista brasileira Adriana Negreiros relatou algumas experiências de xenofobia que viveu em Portugal. A comunicadora, que morou no Porto, principal cidade do norte do país, entre 2018 e 2023, relatou que uma de suas filhas foi "arrastada pelos cabelos" por um de seus professores. 

Segundo Adriana, o ambiente escolar no país europeu é muito diferente do brasileiro e "as escolas em Portugal são muito formais". "Os alunos brasileiros acostumados com o padrão no Brasil acabam por cometer gafes que são lidas como falta de respeito", iniciou a jornalista ao  podcast UOL Prime, apresentado por José Roberto de Toledo. 

"[Minha filha] estava na quinta série, tinha na época 10 anos, e uma vez a borracha dela caiu ao chão durante a aula. Ela se levantou para pegar a borracha. Uma vez que ela fez isso, o professor a puxou de volta pelos cabelos. Arrastou-a pelos cabelos, e a colocou de volta na cadeira", contou. 

A menina ficou "paralisada" e tentou argumentar que havia levantada apenas para "apanhar a borracha", mas ouviu do docente que deveria permanecer sentada durante a aula. 

Ao tomar conhecimento da situação, Adriana entrou em contato com a escola, mas o professor desmentiu o caso. No entanto, ele reforçou "que as crianças precisam ficar quietas" durante a sua aula. 

A comunicadora também citou outro incidente, quando o funcionário de uma empresa de telefonia disse a ela que os serviços haviam piorado devido à chegada de técnicos brasileiros.

As denúncias de xenofobia contra brasileiros em Portugal cresceram 505%, segundo balanço da Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial do país, entre 2017 e 2021. 

Fonte: Redação Terra
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