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Malu Galli afirma que perde 2 mil seguidores nas redes quando fala sobre candomblé: "Ignorância"

Atriz foi iniciada na religião em 2018 e gosta de destacar a sabedoria e a riqueza do candomblé nas redes sociais

20 mai 2024 - 12h04
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Resumo
A atriz Malu Galli, de 52 anos, é praticante do candomblé e sofre com comentários preconceituosos nas redes sociais por compartilhar a sua religião. Ela também elogiou a cantora Anitta, que perdeu seguidores após anunciar um clipe que aborda o candomblé.
A atriz Malu Galli elogiou a postura da cantora Anitta, que perdeu 200 mil seguidores após anunciar seu clipe que aborda o candomblé
A atriz Malu Galli elogiou a postura da cantora Anitta, que perdeu 200 mil seguidores após anunciar seu clipe que aborda o candomblé
Foto: Reprodução: Instagram/malugalli

A atriz Malu Galli, de 52 anos, é praticante do candomblé e gosta de compartilhar a religião de matriz africana nas redes sociais. No entanto, ela precisa lidar com comentários preconceituosos constantemente e já perdeu seguidores por falar sobre a sua fé.

"Toda vez que posto alguma coisa nas minhas redes [sobre o candomblé], perco dois ou três mil seguidores de uma vez. [Escrevem] 'Deixando de seguir'. Vai com Deus. Vou fazer o quê?", disse ao uol.

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Iniciada no candomblé em 2018, Malu publica fotos e vídeos destacando a sabedoria e a riqueza da religião. "Respeito quem não quer dividir sua religiosidade [nas redes sociais], mas pessoalmente me sinto bem fazendo isso. Eu gero representatividade para muita gente que é de matriz africana e que se sente desrespeitado", contou.

A atriz ainda elogiou a cantora Anitta, que recentemente foi alvo de intolerância religiosa e perdeu mais de 200 mil seguidores após anunciar o clipe "Aceita", no qual aborda o candomblé, que também é sua religião. "É importante a Anitta se colocar. [Foi] muito corajosa, tenho admiração por ela. Quem puder se colocar, é bacana que faça."

Segundo Malu, existe uma "lavagem cerebral que está sendo feita continuamente" com a propagação de informações falsas contra as religiões de matriz africana. "Tem o racismo religioso, o terrorismo religioso, que são esses ataques aos terreiros, gerando até mortes de sacerdotes e sacerdotisas. É complicado. As pessoas acham que elas estão combatendo o mal fazendo isso."

"É triste você ter a consciência de que vive num país onde tem tanta ignorância e tanta promoção de ignorância. É um país que promove mais ignorância do que educação e informação. Você vê no sul, em plena tragédia das enchentes, fake news. Tem que ser muito forte para continuar otimista e acreditar no Brasil, no mundo e nas pessoas. A gente vê cada coisa de cair o queixo", declarou a atriz ao uol.

Fonte: Redação Nós
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