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Djamila critica discurso que ignora desigualdades no empreendedorismo: "não é sobre capacidade"

Após aula magna no Pacto das Pretas 2025, em São Paulo, a filósofa conversou brevemente com o Terra

30 jul 2025 - 12h10
(atualizado às 15h41)
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Djamila entrará para a história ao se tornar a primeira brasileira a lecionar no Programa Dr. Martin Luther King Jr., do prestigiado MIT
Djamila entrará para a história ao se tornar a primeira brasileira a lecionar no Programa Dr. Martin Luther King Jr., do prestigiado MIT
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Escritora, filósofa e professora universitária, Djamila Ribeiro construiu uma trajetória que une ativismo, produção intelectual e atuação concreta contra o racismo e o sexismo. Autora de best-sellers como Pequeno Manual Antirracista (2019) e Lugar de Fala (2017), ela já vendeu mais de 1 milhão de exemplares e tornou-se referência mundial no debate sobre equidade racial e de gênero. 

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Em sua participação no Pacto das Pretas 2025 Etapa São Paulo, através de uma aula magna sobre reconstrução econômica, inovação e políticas públicas, Djamila abordou as raízes do empreendedorismo negro. Segundo ela, é urgente romper com a visão neoliberal que transforma o “empreenda e vire CEO” em solução mágica e descolada da realidade. “Mulheres negras empreendem, muitas vezes, por necessidade, por não ter um emprego formal. E são também as que mais enfrentam barreiras de acesso a crédito e à formalização”, afirmou ao Terra. 

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A filósofa também critica o discurso meritocrático, que ignora diferenças histórias, como a escravidão e exclusão social da população negra. “Não é sobre capacidade, porque isso nós temos, é sobre partir do mesmo lugar de oportunidade”, resume. “Não dá para esperar que pessoas diferentes, com históricos de séculos de desigualdade, tenham os mesmos resultados. O mérito só pode ser avaliado quando todos partem das mesmas condições”. 

Divulgação Pacto das Pretas
Divulgação Pacto das Pretas
Foto: Divulgação Pacto das Pretas 2025

Ainda em 2025, Djamila entrará para a história ao se tornar a primeira brasileira a lecionar no Programa Dr. Martin Luther King Jr., do prestigiado MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos. A iniciativa, que homenageia a luta por justiça social, consolida seu reconhecimento internacional. Durante a aula magna, ela relembrou sua trajetória ao ser ao ser a “primeira da minha família a ter acesso ao ensino superior graças às políticas públicas de educação e isso mudou todo o ciclo da minha família. [...] Eu vou dar aula no MIT, e celebro essa oportunidade, mas sempre me lembro de ter 28 anos e estar começando a faculdade com uma filha pequena em casa”.  

Djamila também coordena a coleção e o espaço Feminismos Plurais, dedicado a facilitar o acesso a formações diversas, além de oferecer apoio jurídico, psicológico e odontológico gratuito para mulheres em situação de vulnerabilidade. 

Pacto das Pretas 2025 

Grazi Mendes, embaixadora do Pacto das Pretas 2025, faz encerramento do evento em São Paulo
Grazi Mendes, embaixadora do Pacto das Pretas 2025, faz encerramento do evento em São Paulo
Foto: Divulgação Pacto das Pretas 2025

Em sua quarta edição em São Paulo, o evento passou pela primeira vez pelo Rio de Janeiro, no dia 18 de julho, e aterrissa no dia 1 de agosto em Recife. O evento, que é gratuito e aberto ao público, surge como um movimento coletivo para incluir e evidenciar a presença de mulheres pretas em posições de liderança e com poder de decisão.  

Promovido pelo Pacto de Promoção da Equidade Racial, o encontro reuniu lideranças femininas de grandes empresas, como Ifood e AMBEV, mas também incluiu pequenas empreendedoras como a ilustradora Bruna Bandeira, da Imagine e Desenhe, que, em entrevista, destacou a importância da “arte como meio de conexão entre mulheres pretas”.  

Já a embaixadora do evento, e também escritora, Grazi Mendes, falou sobre a necessidade deste tipo de coletivo para viabilizar mudanças favoráveis a população negra baseadas em dados personalizados. “A realidade brasileira é muito diferente de outros países, como os Estados Unidos, então trazemos números para pensar em progresso sem deixar de fora quase 60% da população, porque pensar em questões raciais no Brasil, é pensar no futuro do país”, afirmou ao Terra. 

Fonte: Redação Terra
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