Uma expedição composta por russos e norte-americanos, que se dirigiu às ilhas Fiji para filmar a queda final da estação espacial Mir, terminou seus preparativos na quinta-feira, pronta para não apenas escapar dos destroços em chamas como também das críticas do governo da Rússia. Os 48 cosmonautas, operadores de câmeras, cientistas e empresários da área espacial esperam conseguir algum dinheiro com o evento. A mesma esperança é alimentada por moradores de algumas das ilhas do Pacífico, que sonham em faturar alto caso consigam recolher qualquer dos destroços "sem preço" da Mir. O organizador da expedição, Robert Citron, afirmou que duas aeronaves estavam prontas para voar até o ponto ao sudeste de Tonga, onde os destroços em chamas da Mir devem cair após ingressarem na atmosfera terrestre entre 3h20 e 3h30 (horário de Brasília) da sexta-feira. E passageiros, dispostos a pagar pela viagem, faziam fila para conseguir embarcar nessa aventura. "Há uma pessoa de São Francisco (EUA) que ligou hoje de manhã e disse já ter reservas. Ela afirmou que participaria da viagem se nós garantíssemos que havia a chance de ver a estação em chamas", disse Citron. "Esse era o penúltimo lugar na expedição. Ainda há um último assento vago porque uma das pessoas ficou doente", acrescentou.
Os participantes da caçada não divulgaram quanto pagaram pelas passagens, mas alguns jornais especulam que o valor girou em torno de 10 mil dólares. Os aviões da expedição ficarão a cerca de 100 quilômetros do local da queda. Cerca de dois terços da Mir devem queimar na reentrada da atmosfera. Isso deixará por volta de 20 toneladas de equipamentos para se chocar a uma velocidade de 3.000 quilômetros por hora contra as águas do oceano Pacífico. As autoridades russas recomendaram que os civis se afastem da área em que está prevista a queda. Mas os membros da expedição parecem dispostos a desafiar essa recomendação.
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