Jogamos: Temporada 5 de Black Ops 7 aposta nas armas para compensar a falta de novidades
Atualização traz poucos mapas inéditos, enquanto os novos armamentos acabam sendo o grande destaque
Depois de algumas temporadas tentando manter o ritmo de atualizações, Black Ops 7 chega à sua quinta temporada em um momento em que qualquer novidade precisa realmente chamar atenção. Com boa parte da comunidade já de olho no futuro da franquia, a Treyarch tem cada vez menos espaço para entregar conteúdos que passem despercebidos.
Durante essa primeira parte da Temporada 5, ficou claro que o foco desta vez não está na quantidade de novidades, e sim em alguns elementos específicos que conseguem se destacar mais do que o restante da atualização. A questão é saber se isso basta para manter o multiplayer interessante até a chegada do próximo grande capítulo da série.
Mais tímida do que o esperado
Essa primeira parte da Temporada 5 traz, de longe, uma das atualizações mais fracas desse quase fim de vida do Black Ops 7. Em números, foram adicionados três mapas, sendo apenas um inédito e dois remasterizados.
O mapa novo se chama Jubilee, mais um cenário com ambientação japonesa. Vamos ser sinceros, o Black Ops 7 já exagerou na quantidade de mapas desse tipo, e isso acabou saturando um pouco. Em vez de se passar em um local de testes ou em um ambiente mais tranquilo, com saunas e tudo mais, o mapa acontece em uma área isolada de uma cidade rural, tendo como principal atrativo um salão de pachinko. É um mapa até que bom, mas esse excesso de praticamente todos os mapas novos serem no Japão já passou do ponto.
Frequency e Dig são os dois mapas remasterizados, embora não estejam exatamente entre os mais queridos da comunidade. Frequency estreou originalmente em Black Ops 4, um dos capítulos mais ame ou odeie da franquia. Dentro do Black Ops 7, ele ficou bastante bonito e funciona muito bem por conta da jogabilidade. Eu mesmo não era muito fã dele na época, mas acabei gostando de como ele retornou e de como combinou com o ritmo do jogo atual.
Dig, por outro lado, chegou originalmente em World at War e depois foi refeito para Black Ops 2. Como era um DLC naquela época, muita gente sequer teve a oportunidade de jogar, principalmente por conta do preço das expansões e do Season Pass, quando o maior atrativo acabava sendo o modo Zumbis.
É um mapa que traz justamente um dos principais problemas que Call of Duty enfrenta atualmente, que é ser pequeno demais e mal dar tempo de respirar durante a partida. A Treyarch poderia facilmente ter escolhido outro mapa clássico e mais querido para retornar, embora dê para entender a decisão, justamente pensando em quem não teve a chance de jogá-lo lá em 2012.
Olhando para os armamentos, que desta vez acabam sendo o verdadeiro destaque da primeira parte da temporada, junto do retorno do operador Spectre, vindo de Black Ops 3, temos o fuzil de assalto FG42 e a submetralhadora Gremlin, que chama atenção por ter um visual bem diferente do restante das SMGs.
Entre as duas, quem realmente rouba a cena é a FG42, por ser uma versão futurista de uma arma bastante utilizada na Segunda Guerra Mundial e que já apareceu justamente nos Call of Duty ambientados nesse período. É um fuzil muito bom de usar, com recuo fácil de controlar, e manter praticamente o mesmo visual da arma original acaba dando bastante personalidade a ela, principalmente pelo pente ficar posicionado na lateral.
A Gremlin, por sua vez, não acredito que será muito utilizada, principalmente por já vir com akimbo desde o desbloqueio. Como esse estilo de jogo exige ficar avançando o tempo todo e pressionando os inimigos de perto, muita gente deve acabar deixando a arma de lado, o que foi exatamente o meu caso.
Para o modo Zumbis e Fim da Jornada, também tivemos novidades, dois modos que, diga-se de passagem, foram os que mais receberam conteúdo durante todo o ciclo deste Call of Duty. Kowakujō, mapa lançado na atualização recarregada da temporada passada, recebeu o modo Direcionado, ideal para quem não tem muita paciência de acompanhar guias para completar o easter egg. A recompensa também vale o esforço, já que a skin obtida é uma das mais bonitas até agora. Já no Fim da Jornada, mesmo com sua história principal encerrada, ganhou uma nova missão voltada mais para o aprimoramento do personagem.
Por fim, aproveitando o sucesso do relançamento de Black Ops 1 e Black Ops 2 nos consoles PlayStation, a Treyarch resolveu implementar de vez um sistema de matchmaking sem SBMM, deixando o jogo mais próximo do que era nesses dois títulos, algo que já havia sido testado anteriormente. Desta vez, a mudança vale para os modos principais e também para o modo Black Ops Clássico.
Na prática, porém, essa alteração acabou prejudicando mais o matchmaking do que melhorando o multiplayer. Partidas que antes encontravam servidores rapidamente agora demoram mais para começar e, em várias delas, acabei sendo colocado em servidores fora da América Latina, com a latência chegando facilmente aos 200 ms.
Considerações
Mesmo longe de ser uma atualização memorável, a primeira parte da Temporada 5 consegue encontrar seus melhores momentos justamente onde menos se esperava. As novas armas são divertidas de usar, o retorno do Spectre agrada quem acompanha a franquia há mais tempo e o conteúdo para Zumbis continua recebendo a atenção que merece. Por outro lado, a pouca quantidade de novidades, a escolha dos mapas remasterizados e alguns problemas no matchmaking fazem desta uma temporada que dificilmente ficará marcada entre as melhores do ciclo de Black Ops 7.
Call of Duty: Black Ops 7 está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series, podendo ser jogado também via PC Game Pass e Game Pass Ultimate.
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