Jogamos: COD Black Ops 7 Temporada 2 Recarregada mantém em alta o que deu certo
Atualização reforça o que já funcionava, mas escorrega no modo Zumbis
Atualizações de meio de temporada costumam ser aquele momento em que os estúdios ajustam o que já está funcionando, sem necessariamente arriscar tanto em novidades. Em Call of Duty: Black Ops 7, a Temporada 2 Recarregada segue exatamente esse caminho, ampliando conteúdos já conhecidos e trazendo de volta elementos que os jogadores já estavam acostumados.
O resultado é um pacote que aposta na segurança, principalmente no multijogador, ao mesmo tempo em que tenta manter o ritmo nos outros modos. Alguns mapas clássicos, pequenas adições e ajustes pontuais, a atualização mostra uma direção clara, mas também deixa evidente onde ainda existem pontos que precisam de mais atenção.
Retorno de mapas queridos
Sendo o modo que mais recebeu conteúdo nessa parte Recarregada da temporada, o multijogador traz desta vez quatro mapas. Dois deles são remasterizações de mapas queridos de Black Ops 1 e 2, que já haviam chegado ao BO6 e agora aparecem no título mais recente da série. Esses mapas são o excelente Firing Range e Grind, um mapa de DLC que poucos jogaram em Black Ops 2, mas que continua sendo divertido por se passar em uma pista de skate e, ainda assim, combinar bem com as trocas de tiro e a jogabilidade frenética.
Mas falando de novidades de fato, temos o mapa Torque, que se passa naquela missão de pesadelo da campanha que retrata a invasão em Los Angeles vista na história de Black Ops 2, além de Cliff Town, que é uma reimaginação do mapa Yemen, também presente apenas nesse jogo da série lançado há 14 anos.
Mesmo que, olhando por cima, existam apenas dois mapas novos de fato no meio da temporada, o conteúdo no geral é bem recheado. Firing Range continua sendo um dos mapas mais queridos de toda a série Black Ops, mas por conta da recepção do título anterior, deixá-lo restrito a ele não fazia muito sentido.
Sabendo que é fácil trazer esses mapas de volta, principalmente com pouco tempo de diferença entre os dois jogos, foi uma escolha acertada da Treyarch, e tomara que continuem fazendo isso com outros mapas que funcionaram bem antes. Cliff Town, no começo, pareceu um pouco estranho, já que a estética do Yemen original era melhor, mas ele continua sendo o mesmo mapa de sempre, agora com um visual novo que, com o tempo, acaba funcionando.
Sobre o elefante no meio da sala dessa atualização, o mapa Fenda Paradoxal para o modo Zumbis realmente decepciona. Diria que ele chega perto de A Tumba, que saiu no Black Ops 6, mas o novo mapa ainda se destaca por conta da mecânica de alterar o tempo. Ainda assim, é uma pena ver isso justamente em uma variação da Nuketown.
O modo Zumbis neste ano vem com uma sequência de acertos, principalmente pela volta das cinemáticas em cada mapa. Inclusive, a desse mapa resolve uma ponta solta que existe desde o MWZ, mas isso não foi suficiente para salvar a experiência.
Escolher a Nuketown, que é um mapa muito pequeno, como foco dessa vez foi uma decisão questionável. Desde Black Ops 2 e 4, esse mapa do multijogador já teve variações para o modo Zumbis, e nenhuma delas funcionou muito bem. Aqui, isso se repete. O Easter Egg principal depende mais de sorte do que de uma sequência clara de etapas, o que acaba atrapalhando. Toda aquela ideia de otimizar rodadas para enfrentar o chefe mais cedo perde força, o que é uma pena, já que a história deste ano está seguindo por um caminho bem interessante. Nem mesmo as skins dos personagens clássicos na versão sem estar drenado podem ser desbloqueadas aqui.
Para o modo Fim da Jornada, a desenvolvedora continuou melhorando os eventos aleatórios. Agora, as zonas de pesadelo, que são mais difíceis que as outras, incluindo as de nível IV, contam com mais chefes para enfrentar. Entre eles, pode aparecer uma versão da Caltheris, trazendo a mesma dificuldade vista no modo Zumbis. Vencer os desafios nessas áreas garante habilidades melhores para o personagem, além de recompensas como skins novas para alguns operadores.
Não sou muito fã do Warzone, mas o retorno do Black Ops Royale é um ponto positivo. O modo lembra bastante o Blackout do Black Ops 4, mas com alguns ajustes e utilizando o mapa Avalon, que já é o padrão deste ano no Warzone. No geral, é um modo que deve agradar quem se afastou do battle royale da Activision por conta de decisões recentes. Ele é mais divertido justamente por não depender tanto de um armamento específico, incentivando mais a exploração do mapa e o cumprimento de objetivos.
Considerações
No geral, a Temporada 2 Recarregada consegue manter o jogo em um bom momento, principalmente pelo reforço no multijogador com mapas que já provaram seu valor ao longo dos anos. As novidades, mesmo que não sejam tão numerosas, ajudam a dar uma renovada na experiência e mantêm o ritmo de quem já está jogando com frequência.
Por outro lado, o modo Zumbis acaba sendo o ponto mais fraco dessa atualização. Mesmo com ideias interessantes, a escolha de revisitar Nuketown e a forma como o conteúdo foi estruturado acabam limitando o potencial do mapa. Ainda assim, com melhorias em outros modos e o retorno de experiências que funcionam, a atualização cumpre seu papel de manter o jogo ativo e relevante.
Call of Duty: Black Ops 7 está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series, podendo ser jogado também via PC Game Pass e Game Pass Ultimate.