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Entrevista: Fallout 76 olha para o futuro com novos conteúdos e mais histórias nos Apalaches

Jon Rush e Bill LaCoste contam ao Game On os próximos passos do jogo, dos novos pets à expansão Raven Rock

2 out 2026 - 14h06
(atualizado às 14h07)
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Entrevista: Fallout 76 olha para o futuro com novos conteúdos e mais histórias nos Apalaches
Entrevista: Fallout 76 olha para o futuro com novos conteúdos e mais histórias nos Apalaches
Foto: Reprodução / Bethesda Softworks

Poucos jogos tiveram uma trajetória tão particular quanto Fallout 76. O lançamento em 2018 foi marcado por problemas técnicos, críticas à estrutura online e pela ausência de elementos tradicionais da série, colocando o projeto em uma situação bastante complicada logo em seus primeiros meses. Desde então, a Bethesda passou anos trabalhando em novas atualizações, expansões e mudanças que transformaram a experiência, com conteúdos como Wastelanders e Skyline Valley ajudando a ampliar o mundo dos Apalaches e a aproximar o jogo de uma experiência mais completa de Fallout.

Hoje, Fallout 76 segue recebendo novos conteúdos e entrando em uma fase bastante diferente daquela encontrada em seu lançamento, com a equipe olhando não apenas para o que já existe, mas também para novas maneiras de expandir esse universo. Entre as próximas novidades estão a chegada dos pets aos acampamentos e Raven Rock, uma expansão que leva os jogadores até a Capital Wasteland séculos antes dos acontecimentos de Fallout 3. Para falar sobre esses conteúdos e os planos da equipe para o futuro de Fallout 76, conversamos com Jon Rush, diretor criativo, e Bill LaCoste, diretor de produção.

Foto: Reprodução / Bethesda Softworks

Um dos principais questionamentos da comunidade em relação à chegada dos novos pets em Fallout 76 é justamente como 24 criaturas persistentes poderão interagir com o mundo sem afetar o desempenho do jogo. Jon Rush explicou como a equipe trabalhou para evitar que essa novidade trouxesse problemas para a experiência dos jogadores, começando pelos testes de performance antes mesmo do desenvolvimento dos próprios pets. 

Jon Rush: Quando começamos a desenvolver esse recurso, a primeira ideia foi simples: todo mundo deveria ter um pet. A partir daí, nossa prioridade foi garantir que o desempenho não fosse afetado. O primeiro passo não foi criar novos pets, emotes ou árvores de habilidades, mas realizar um teste de performance. Queríamos descobrir como o jogo se comportaria com 24 jogadores, cada um acompanhado de um pet, enquanto todos participavam de um evento como o Fasnacht, que é conhecido por exigir bastante do jogo. Fizemos esses testes e os resultados foram bons, o que nos deixou bastante confiantes de que o recurso não prejudicaria o desempenho ou a experiência dos jogadores.

O diretor também comentou que, com o passar do tempo, a própria comunidade deve distribuir naturalmente a utilização dos pets entre os acampamentos e o mundo aberto, mas mesmo uma situação em que todos estivessem juntos não deveria causar problemas.

Jon Rush: Com o tempo, acredito que alguns jogadores vão decidir usar seus pets apenas em determinados momentos, enquanto outros talvez prefiram mantê-los em seus acampamentos. Então, naturalmente, espero que essa quantidade de pets acabe se distribuindo pelo mundo. De qualquer forma, mesmo que todos os jogadores de Fallout 76 estivessem reunidos do lado de fora com seus pets, não deveríamos ter nenhum impacto negativo no desempenho do jogo.

Foto: Reprodução / Bethesda Softworks

Bill Lacoste complementou a explicação, lembrando que os pets não representam 24 novas criaturas sendo adicionadas de uma vez ao mundo, já que a equipe já havia reservado parte da capacidade necessária desde a implementação inicial dos pets nos acampamentos.

Bill Lacoste: É importante que os jogadores entendam que não estamos adicionando 24 criaturas completamente novas ao mundo. Quando começamos a trabalhar nos pets para os acampamentos, já reservamos uma quantidade de criaturas para que cada personagem pudesse ter seu próprio pet disponível. Por isso, não deveríamos ter um impacto relevante no desempenho, porque essa capacidade já estava reservada.

Segundo Lacoste, os testes no PTS também fazem parte desse processo de preparação, permitindo que a equipe verifique não apenas a performance, mas também a estabilidade dos servidores e dos próprios eventos antes da chegada do conteúdo.

Bill Lacoste: Esse é um dos motivos pelos quais levamos tantas coisas ao PTS com bastante antecedência, algo que estamos fazendo com mais frequência atualmente. Parte desse processo é justamente verificar todos os testes de performance que realizamos e garantir que os servidores, os eventos e o desempenho geral estejam funcionando como esperado. Conseguimos confirmar isso, então esse é um dos principais motivos para levarmos esse conteúdo ao PTS mais cedo.

Foto: Reprodução / Bethesda Softworks

Questionado sobre a quantidade de pets disponíveis no lançamento de World's Pets e sobre a chegada de novas opções, Rush explicou que quatro arquétipos estarão disponíveis inicialmente, além de novas skins e outras formas de personalização.

Rush: No lançamento de World's Pets, teremos cães, gatos, ratos-hogs e Deathclaws, totalizando quatro arquétipos de pets. Também haverá maneiras de conseguir novas skins para essas opções. Além disso, todos os jogadores receberão uma nova variante do Pastor Alemão, então qualquer pessoa que chegar para experimentar World's Pets poderá ter um pet desde o começo. Em atualizações futuras, também vamos adicionar skins para o Deathclaw, diferentes conjuntos de armaduras e outras recompensas que os jogadores poderão conquistar. Também teremos mais móveis e objetos para os pets interagirem dentro dos acampamentos, então existe bastante conteúdo relacionado a eles chegando com World's Pets.

Bill Lacoste acrescentou que a quantidade de variações previstas para o lançamento fica próxima de 33 opções diferentes e deixou aberta a possibilidade de novos conteúdos serem adicionados posteriormente.

Lacoste: Considerando todas as variações, estamos falando de algo em torno de 33 opções diferentes que os jogadores poderão utilizar. E, para roubar um pouco o anúncio do Jonathan, existe a possibilidade de termos ainda mais opções no futuro.

Jon Rush também explicou como Raven Rock se encaixa na cronologia de Fallout e comentou sobre o tamanho da região em comparação com outras expansões de Fallout 76. A expansão se passa alguns séculos antes dos acontecimentos de Fallout 3 e leva os jogadores de volta à Capital Wasteland para conhecer uma versão bastante diferente de locais que já são conhecidos pelos fãs.

Rush: Raven Rock acontece quase duzentos anos antes dos eventos de Fallout 3, muito próximo do período logo após a queda das bombas. Washington, D.C. foi uma das regiões mais afetadas pela radiação e pela destruição, então os jogadores terão a oportunidade de conhecer a Capital Wasteland naquele período, centenas de anos antes dos acontecimentos de Fallout 3. O centro de Washington será perigoso demais para ser explorado diretamente, embora seja possível chegar bastante perto.

Foto: Reprodução / Bethesda Softworks

Ainda assim, Rush destacou que diversos locais familiares estarão presentes na expansão, incluindo Megaton, permitindo observar como essas regiões eram muito antes de se transformarem nos lugares conhecidos pelos jogadores de Fallout 3.

Rush: Os jogadores também vão encontrar vários locais familiares de Fallout 3. Megaton é um bom exemplo. A ideia de poder descobrir como era Megaton algumas centenas de anos antes de se transformar naquela grande comunidade que conhecemos é bastante interessante. Em relação ao tamanho da região, eu diria que ela é comparável ou até maior do que Burning Springs.

Além do tamanho, a proposta de Raven Rock também se aproxima de Skyline Valley por ser uma expansão centrada em história e missões, mas com o Enclave ocupando o centro da narrativa.

Rush: Em termos de conteúdo, estamos falando de uma experiência focada em história e missões, assim como Skyline Valley. Raven Rock também traz esse foco em narrativa e quests, mas com o Enclave como elemento central. É uma história do Enclave ambientada na Capital Wasteland que prepara o terreno para aquilo que os jogadores conheceram posteriormente em Fallout 3.

Fonte: Game On
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