Script = https://s1.trrsf.com/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Quem é Shota Nakama, o músico que transforma trilhas de games em shows de rock

Criador da Video Game Orchestra, músico japonês ajudou a transformar músicas de videogames em grandes apresentações ao vivo

8 out 2026 - 08h20
Compartilhar
Exibir comentários
Quem é Shota Nakama, o músico que transforma trilhas de games em shows de rock
Quem é Shota Nakama, o músico que transforma trilhas de games em shows de rock
Foto: Reprodução/BGS

Quem já passou pela Brasil Game Show nos últimos anos provavelmente já deve ter ouvido o peculiar nome de Shota Nakama - um nome que já virou meme por aqui. Mas, por trás da zuação, existe um músico e produtor com uma carreira dedicada a uma das partes mais importantes — e muitas vezes subestimadas — dos videogames: a música.

Formado pelo Berklee College of Music e pelo The Boston Conservatory, Nakama encontrou nos Estados Unidos o ambiente para desenvolver uma ideia que parecia bastante inusitada no final dos anos 2000: levar trilhas sonoras de videogames para o palco com uma combinação de orquestra, coro e banda de rock - ou "Rockestra".

Foi assim que nasceu a Video Game Orchestra (VGO), projeto criado por Nakama em 2008 e que acabaria transformando a maneira como muitas pessoas enxergam a música dos games.

E não é por acaso que ele se tornou uma das figuras mais queridas da BGS. Em 2026, Nakama retorna ao evento ao lado da VGO para três apresentações nos dias 10, 11 e 12 de outubro, além de participar de painéis e encontros com os fãs.

De músico a produtor de game music

A história de Nakama com videogames ganhou força quando ele estava estudando música nos Estados Unidos. Foi durante esse período que surgiu a ideia de criar uma apresentação dedicada exclusivamente às trilhas sonoras dos jogos. Em maio de 2008, ele começou a desenvolver o projeto que posteriormente receberia o nome de Video Game Orchestra.

A primeira apresentação aconteceu em 2 de julho de 2008, em Boston, com um conjunto de 27 músicos. O sucesso inicial fez com que Nakama expandisse a proposta e incorporasse cada vez mais elementos de uma banda de rock à formação tradicional.

O resultado recebeu uma espécie de identidade própria: uma mistura de “rockestral”, combinando a força de uma banda de rock com a grandiosidade de uma orquestra.

A ideia que começou em um pequeno palco de Boston estava começando a ganhar proporções muito maiores.

Quando a música dos games virou espetáculo

O grande mérito de Nakama está justamente em entender que uma boa trilha sonora não precisa ficar presa ao jogo.

Nos videogames, a música normalmente acompanha o jogador durante a aventura. Ela ajuda a criar tensão, emoção, velocidade ou simplesmente a preencher o silêncio. Em um concerto, porém, a música passa a ser o centro das atenções. É aí que entra o trabalho de Nakama como arranjador e produtor.

Em entrevista ao Game On durante a BGS 2024, ele explicou que procura preservar a essência das músicas originais, especialmente quando trabalha com temas que os fãs conhecem muito bem. A partir daí, acrescenta orquestra e outros elementos para aumentar o impacto emocional da apresentação.

Nakama não simplesmente pega uma música de videogame e coloca uma guitarra mais pesada por cima. O objetivo é reorganizar a composição para que ela funcione diante de uma plateia, sem perder aquilo que fez os jogadores se apaixonarem por ela originalmente.

Uma música que funcionava perfeitamente enquanto o jogador enfrentava um chefe pode ganhar uma nova dimensão quando centenas ou milhares de pessoas cantam e vibram ao mesmo tempo.

Final Fantasy, Kingdom Hearts e outras franquias

O trabalho de Shota Nakama também vai além dos concertos. Ao longo da carreira, ele participou de diferentes projetos relacionados à produção musical de videogames, trabalhando com composição, arranjos, performance, produção e gravação.

Seu currículo inclui trabalhos relacionados a franquias como Final Fantasy, Kingdom Hearts, Tekken, Ace Combat, Tales of, God Eater e Bayonetta.

Um dos exemplos mais interessantes é Final Fantasy XV, que conta com participação de Nakama em faixas e produção musical. Ele também esteve envolvido com os trabalhos musicais de Kingdom Hearts HD 1.5 e HD 2.5.

Outro destaque é God Eater 2, no qual Nakama participou como produtor, criador e guitarrista. Ou seja: embora a Video Game Orchestra seja provavelmente sua criação mais conhecida, sua carreira dentro da indústria é muito mais ampla.

A Video Game Orchestra conquistou o mundo

Depois dos primeiros shows nos Estados Unidos, a VGO começou a ganhar espaço internacional. O projeto realizou apresentações em países como Estados Unidos, Canadá, Japão, China e Taiwan, levando ao palco diferentes interpretações de músicas conhecidas dos videogames.

Em 2012, por exemplo, a VGO realizou sua primeira turnê pela China, passando por quatro cidades e reunindo mais de 10 mil espectadores.

No repertório, aparecem algumas das maiores franquias da indústria, incluindo séries como Final Fantasy, Devil May Cry e Metal Gear Solid.

A proposta também ajudou a mostrar que música de videogame poderia ocupar espaços normalmente associados a outros gêneros musicais.

E talvez essa seja uma das maiores contribuições de Nakama. Ele não precisou convencer o público de que videogames poderiam produzir música boa. Em vez disso, mostrou que essas músicas já eram boas o suficiente para sustentar um espetáculo inteiro.

O sucesso com Sonic

Um dos trabalhos mais conhecidos de Nakama nos últimos anos é a Sonic Symphony, concerto oficial criado para celebrar a música da franquia Sonic the Hedgehog - e que já esteve por aqui no Brasil.

O projeto nasceu a partir das comemorações dos 30 anos do personagem, em 2021. A apresentação foi tão bem recebida que a ideia evoluiu para uma produção ao vivo que pudesse viajar pelo mundo.

Nakama assumiu funções de diretor musical, arranjador e orquestrador, ajudando a transformar décadas de músicas de Sonic em um espetáculo capaz de reunir diferentes gerações de fãs.

É um trabalho que combina perfeitamente com sua filosofia: respeitar as músicas que os jogadores já conhecem, mas encontrar novas maneiras de apresentá-las.

E o Brasil entrou nessa história

A relação de Shota Nakama com o Brasil também merece um capítulo à parte. O músico já passou diversas vezes pela Brasil Game Show, participando de edições anteriores e comandando apresentações musicais que se tornaram parte marcante da programação do evento.

Mais do que simplesmente voltar ao país, Nakama parece ter criado uma relação especial com o público brasileiro.

Em entrevista ao Game On em 2024, ele chegou a dizer que sentia que fazia parte daqui. Na ocasião, também contou que estava trabalhando com músicos brasileiros e descobrindo novas experiências durante sua passagem por São Paulo.

Essa conexão ajuda a explicar por que seu retorno à BGS costuma ser recebido com tanto entusiasmo.

Shota Nakama na BGS 2026

Em 2026, Nakama volta à Brasil Game Show acompanhado da Video Game Orchestra.

A programação prevê três apresentações, nos dias 10, 11 e 12 de outubro, além da participação do músico na cerimônia de abertura, em painéis e em sessões de Meet & Greet com os fãs.

A promessa é novamente transformar algumas das trilhas mais conhecidas dos videogames em versões que combinam rock e orquestra, levando para o palco músicas que muitos jogadores passaram anos ouvindo através de seus consoles e computadores.

E talvez seja justamente isso que torne os shows de Nakama tão especiais.

Não é apenas uma apresentação de músicas de videogame. É uma oportunidade de perceber que aquelas melodias que acompanhavam uma fase, uma batalha contra um chefe ou uma longa madrugada jogando também podem funcionar fora da tela.

Fonte: Game On
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra