Tifanny: "O amor sempre vence"
Ela saiu do banco de reservas no terceiro set para ser uma das protagonistas da final. Desta vez, Tifanny entrou como ponteira para ajudar o Osasco/São Cristóvão Saúde a conquistar a Copa Brasil, em Londrina.
Um "grand finale" digno de filme. Tifanny esteve proibida de entrar em quadra horas antes da semifinal por conta de uma lei local inconstitucional. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal, permitindo que a atleta trans jogasse, por cumprir todas as regras vigentes no país.
Depois de marcar 15 pontos, ela ganhou o VivaVôlei como melhor em quadra. E ainda viu Camila Brait repassar a ela o prêmio de melhor jogadora do torneio.
- O amor sempre vence. Estou muito feliz com o título, mas também com o apoio que recebi de todos, do público, da torcida, dos fãs, da CBV e principalmente de Osasco. Confesso que fiquei um pouco cabisbaixa com toda a situação envolvendo a polêmica e a possibilidade de não jogar, mas quando vi que o Brasil estava do meu lado, tudo mudou, Estou no meu direito de ser atleta e pensei: "Deus, vou fazer por merecer todo esse carinho". E conseguimos, somos pentacampeãs - disse a jogadora.