Perugia lança campanha contra novo calendário do vôlei
O clube italiano Perugia lançou a campanha #NoClubsNoVolley contra as mudanças no calendário do vôlei mundial previstas para 2028-2032. Apoiada por atletas e outros times europeus, a equipe contesta a inclusão de jogos de seleções entre dezembro e janeiro, o que paralisaria as ligas nacionais por semanas. Dirigentes e jogadores alertam que a medida causará prejuízos financeiros aos clubes, desvalorizará as competições locais e agravará o desgaste físico e mental dos atletas com o excesso de partidas.
Nesta quinta-feira (29/10), o Perugia iniciou um movimento contra as mudanças no calendário do vôlei mundial. O clube italiano não concorda com as possíveis alterações para o quadriênio 2028/2032. A principal reclamação é incluir um período de jogos de seleções em dezembro e janeiro, forçando uma paralisação nos torneios nacionais de clubes.
Gino Sirci, presidente do Perugia, esteve ao lado dos jogadores Simone Giannelli, Kamil Semeniuk, Oleh Plotnytskyi, além do técnico Angelo Lorenzetti, na entrevista. Nas redes sociais, com a hashtag #NoClubsNoVolley, ele reclamou da posição da Volleyball World.
"Os clubes seriam severamente penalizados pela atividade das seleções. Entendo que as seleções são importantes e representam nossa identidade, mas os clubes são igualmente importantes", disse o dirigente, citando as prováveis sete semanas de interrupção.
"Teremos menos espectadores, menos patrocinadores, menos dinheiro e um enfraquecimento progressivo dos clubes. Seria uma redução lenta, mas inexorável, de sua importância".
O presidente de Perugia disse ter apoio de outros clubes europeus, além da própria liga italiana.
"Escrevemos para clubes europeus para saber sua opinião e muitos responderam dizendo que concordam conosco. Tirar dois meses da melhor temporada dos clubes significa tirar valor econômico, prestígio e público daqueles que mantêm o movimento".
Palavra dos atletas do Perugia
O levantador italiano Simone Giannelli levantou a situação dos atletas, que teriam de escolher entre clube ou seleção neste novo calendário:
"Sempre quis jogar pelo clube e pela seleção nacional. É errado que sejam os jogadores que tenham que escolher tentar estender suas carreiras", disse ele, reclamando do aumento das competições.
"Jogamos demais. A Copa do Mundo era uma vez a cada quatro anos, agora é a cada dois, tem a VNL todo verão e as partidas estão aumentando constantemente"
O polonês Kamil Semeniuk aponta muitos problemas no provável novo calendário:
"Já é muito difícil se preparar para todas as competições, física e mentalmente. Com esse calendário seria ainda mais complicado. Para um time que joga em todas as competições, torna-se quase impossível encontrar tempo para uma preparação de verdade".
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