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Vôlei

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Perugia lança campanha contra novo calendário do vôlei

29 out 2026 - 14h21
(atualizado às 14h21)
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Resumo
O clube italiano Perugia lançou a campanha #NoClubsNoVolley contra as mudanças no calendário do vôlei mundial previstas para 2028-2032. Apoiada por atletas e outros times europeus, a equipe contesta a inclusão de jogos de seleções entre dezembro e janeiro, o que paralisaria as ligas nacionais por semanas. Dirigentes e jogadores alertam que a medida causará prejuízos financeiros aos clubes, desvalorizará as competições locais e agravará o desgaste físico e mental dos atletas com o excesso de partidas.

Nesta quinta-feira (29/10), o Perugia iniciou um movimento contra as mudanças no calendário do vôlei mundial. O clube italiano não concorda com as possíveis alterações para o quadriênio 2028/2032. A principal reclamação é incluir um período de jogos de seleções em dezembro e janeiro, forçando uma paralisação nos torneios nacionais de clubes.

Foto: Jogada10

Gino Sirci, presidente do Perugia, esteve ao lado dos jogadores Simone Giannelli, Kamil Semeniuk, Oleh Plotnytskyi, além do técnico Angelo Lorenzetti, na entrevista. Nas redes sociais, com a hashtag #NoClubsNoVolley, ele reclamou da posição da Volleyball World.

"Os clubes seriam severamente penalizados pela atividade das seleções. Entendo que as seleções são importantes e representam nossa identidade, mas os clubes são igualmente importantes", disse o dirigente, citando as prováveis sete semanas de interrupção.

"Teremos menos espectadores, menos patrocinadores, menos dinheiro e um enfraquecimento progressivo dos clubes. Seria uma redução lenta, mas inexorável, de sua importância".

O presidente de Perugia disse ter apoio de outros clubes europeus, além da própria liga italiana.

"Escrevemos para clubes europeus para saber sua opinião e muitos responderam dizendo que concordam conosco. Tirar dois meses da melhor temporada dos clubes significa tirar valor econômico, prestígio e público daqueles que mantêm o movimento".

Palavra dos atletas do Perugia

O levantador italiano Simone Giannelli levantou a situação dos atletas, que teriam de escolher entre clube ou seleção neste novo calendário:

"Sempre quis jogar pelo clube e pela seleção nacional. É errado que sejam os jogadores que tenham que escolher tentar estender suas carreiras", disse ele, reclamando do aumento das competições.

"Jogamos demais. A Copa do Mundo era uma vez a cada quatro anos, agora é a cada dois, tem a VNL todo verão e as partidas estão aumentando constantemente"

O polonês Kamil Semeniuk aponta muitos problemas no provável novo calendário:

"Já é muito difícil se preparar para todas as competições, física e mentalmente. Com esse calendário seria ainda mais complicado. Para um time que joga em todas as competições, torna-se quase impossível encontrar tempo para uma preparação de verdade".

Jogada10
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