Para Bruno Rezende, nova regra não será aprovada
A golden formula, regra utilizada pela primeira vez no Mundial Interclubes, neste mês, em Doha, dificilmente será aprovada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB). Quem aposta nisso é Bruno Rezende, levantador da seleção brasileira e da Cimed, time pelo qual disputou a competição no Catar.
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"Discutimos a nova regra em uma reunião lá no Mundial com a presença de várias pessoas dos clubes e todos foram contra. A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) viu que ninguém aprovou a regra. Até entendo que queiram criar uma nova regra, mas não que ela fosse testada em uma competição tão importante", lamentou o jogador, que desembarcou no Aeroporto de Guarulhos nesta quarta-feira com outros quatro atletas da seleção brasileira após a conquista da Copa dos Campeões.
Pelo novo sistema, o primeiro ataque em cada ponto tem que ser realizado atrás da linha dos três metros. A alteração fez com que as equipes encontrassem um novo método para jogar. A Cimed demonstrou dificuldade de adaptação e foi eliminada ainda na primeira fase, depois de uma derrota inesperada para o Paykan, do Irã.
Bruno recebeu críticas por seu desempenho no Mundial Interclubes, o que contrastou com sua participação na Copa dos Campeões, quando foi eleito o melhor levantador.
O atleta afirma que usou a frustração das derrotas com a Cimed para dar a volta por cima com a seleção brasileira.
"É uma coisa natural: quando as coisas não vão bem, acontecem as críticas. O jogo mudou muito e ficou complicado para mim. Por não ter ido bem no Mundial, acabei ficando motivado para a Copa dos Campeões. Eu não queria sentir aquela decepção novamente", explicou o levantador.