Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Vôlei

Publicidade

'Não sou bandida', diz Tifanny sobre banimento de mulheres trans pela CBV

Jogadora do Osasco volta a criticar medida da entidade que a impossibilita de jogar próxima temporada da Superliga Feminina

1 out 2026 - 16h45
(atualizado às 16h56)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A ponteira Tifanny Abreu criticou a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) após a entidade proibir mulheres trans em competições femininas, exigindo o sexo biológico feminino a partir da temporada 2026/27. Apoiada em diretrizes do COI e da FIVB, a decisão impede a atleta do Osasco de disputar a Superliga. Em desabafo, Tifanny declarou não ser "bandida", lamentou a profunda falta de empatia da medida e ressaltou sua trajetória como inspiração esportiva.

Tifanny Abreu, ponteira do Osasco, marcou presença no lançamento da nova temporada da Superliga, em evento que ocorreu durante a COB Expo, em São Paulo, nesta quinta-feira, 1º. A jogadora de 41 anos detonou a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) de proibir mulheres trans de atuarem na competição.

"É um momento muito difícil, porque ao mesmo tempo que a gente tem que estar focado no nosso treinamento diário, em estar competindo, tem que ouvir isso no meio de uma temporada não é fácil, não é fácil. É como a gente tivesse... como se eu fosse uma bandida, e eu não sou bandida. Sou uma atleta, uma atleta que inspira muitas pessoas".

Tifanny Abreu, jogadora de vôlei
Tifanny Abreu, jogadora de vôlei
Foto: Reprodução/Tifanny Abreu via Instagram / Estadão

Em agosto, a entidade divulgou uma nova política de elegibilidade que determina que os torneios nacionais da categoria feminina sejam exclusivos para as atletas que possuem o sexo biológico feminino. A medida está alinhada com os critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

Diante deste cenário, Tifanny está impossibilitada de participar da temporada 2026/27 da Superliga, por não ter nascido com o sexo biológico feminino. Ela atua no Osasco desde 2021 e possui um título da competição, além de quatro Campeonatos Paulistas, um vice-campeonato no Sul-Americano e um terceiro lugar no Mundial de Clubes.

"Eu sinto desprezo, sinto uma falta de empatia muito grande. Raiva eu acho que é um sentimento que as pessoas não deveriam carregar dentro do coração delas, a gente deveria carregar amor. Faltou muita empatia com o ser humano, com a atleta, com o clube e principalmente com todas as pessoas que se inspiram em mim no esporte", completou a ponteira.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra