Na expectativa por decisão, CEV discute volta dos clubes russos em 2027/28
Apesar dos rumores sobre a volta dos clubes russos aos torneios europeus em 2027/28, a CEV negou qualquer decisão e manteve as equipes suspensas. Em contraste, a FIVB já confirmou a reintegração das seleções russa masculina e feminina na Liga das Nações de 2027, ampliando o torneio. No entanto, por razões de segurança, os homens não disputarão o Mundial de 2027 na Polônia, enquanto a presença das mulheres na edição da América do Norte segue indefinida, mantendo o futuro esportivo do país incerto.
A possível volta dos clubes russos às competições europeias voltou ao centro do noticiário internacional. Nos últimos dias, veículos da imprensa polonesa chegaram a informar que equipes da Rússia poderiam retornar à Champions League, à Copa CEV e à Challenge Cup a partir da temporada 2027/28.
A Confederação Europeia de Vôlei, porém, não confirmou essa informação. Em resposta reproduzida pelo site polonês WP SportoweFakty, a entidade esclareceu que o tema não entrou na pauta da Assembleia Geral de Milão, em 24 de setembro.
"Esse ponto não estava na ordem do dia. Além disso, uma decisão desse tipo não é competência da Assembleia Geral da CEV, mas do Conselho de Administração da CEV", informou a confederação.
Com isso, o cenário segue aberto. Os clubes russos continuam fora das competições europeias, e a CEV ainda não anunciou uma data nem regras para um possível retorno.
Rússia está afastada desde março de 2022
A FIVB afastou Rússia e Belarus das competições internacionais e continentais em 1º de março de 2022, poucos dias depois do início da invasão russa à Ucrânia.
Na decisão, a Federação Internacional retirou a elegibilidade de seleções, clubes, dirigentes e atletas dos dois países em eventos internacionais e continentais.
Durante os anos seguintes, as principais seleções russas ficaram fora de competições como Liga das Nações, Campeonatos Mundiais e torneios continentais.
Esse cenário começou a mudar em 2026.
FIVB confirma Rússia na VNL de 2027
Em agosto deste ano, a FIVB anunciou oficialmente um roteiro para a volta das seleções russas às suas competições.
A entidade confirmou que as seleções masculina e feminina da Rússia disputarão a Liga das Nações de 2027.
Para acomodar o retorno russo sem retirar vagas de seleções já classificadas, a FIVB decidiu aumentar excepcionalmente a VNL para 19 participantes em cada gênero em 2027.
Rússia masculina aparece entre as primeiras do ranking
O retorno à VNL recoloca imediatamente uma das seleções mais tradicionais do vôlei masculino no circuito internacional.
A Rússia aparece atualmente em terceiro lugar no ranking masculino. No feminino, ocupa a 11ª posição.
A posição elevada no ranking ajuda a explicar a presença imediata das duas seleções no principal torneio anual da FIVB.
Rússia não disputará a Copa do Mundo masculina de 2027
O retorno à VNL, porém, não significa participação automática em todas as competições internacionais.
A Federação Russa informou à FIVB que decidiu não disputar a Copa do Mundo masculina de 2027, que será realizada na Polônia.
A Federação Russa atribuiu a decisão a questões de segurança. A FIVB, porém, não relacionou publicamente a ausência a razões políticas específicas.
Situação da Rússia feminina ainda segue aberta
No feminino, o cenário da Copa do Mundo de 2027 ainda não está fechado.
A competição será disputada nos Estados Unidos e no Canadá. A FIVB informou que segue conversando com os organizadores e com as federações locais sobre uma possível participação russa.
Clubes russos seguem em situação diferente
A FIVB administra as principais competições mundiais de seleções. Já torneios como Champions League, Copa CEV e Challenge Cup pertencem à estrutura da CEV.
Por isso, a decisão da FIVB de reintegrar as seleções russas não obriga automaticamente a Confederação Europeia a readmitir os clubes do país.
Foi justamente aí que surgiu o novo impasse.
A imprensa polonesa publicou informações de que os clubes russos poderiam voltar aos torneios europeus em 2027/28. Algumas versões apontavam que a decisão teria saído da Assembleia Geral da CEV, em Milão.
A própria CEV negou essa versão. Segundo a entidade, o assunto sinda não entrou na pauta da reunião e qualquer eventual decisão sobre o retorno depende do Conselho de Administração.
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