Polícia investiga fraude no Vasco: veja quem são os alvos da ação
A Polícia Civil investiga fraudes em créditos trabalhistas na recuperação judicial do Vasco, focando na cobrança do ex-jogador Max, cujo valor saltou de R$ 2,5 milhões para R$ 8 milhões. O inquérito apura possível conflito de interesses de Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral e ex-advogado do atleta. Ex-dirigentes e administradores judiciais prestaram depoimentos com versões divergentes sobre o reconhecimento da dívida. O presidente Pedrinho e outros envolvidos ainda serão ouvidos.
O Vasco é alvo de uma investigação da Polícia Civil que apura possíveis irregularidades relacionadas a créditos trabalhistas incluídos no processo de recuperação judicial do clube. Entre os casos analisados está o do ex-jogador Max, que teve passagem pelo Cruzmaltino.
Em abril, o Vasco impugnou na Justiça os valores cobrados pelo ex-atleta. O crédito, inicialmente calculado em cerca de R$ 2,5 milhões, havia chegado a mais de R$ 8 milhões após atualizações e novos cálculos. Max já prestou depoimento à Polícia.
O caso envolve também Alan Belaciano, atual presidente eleito da Assembleia Geral do Vasco. Ele era advogado de Max quando o ex-jogador entrou com a ação trabalhista, em 2016, mas deixou de representá-lo em 2017. Posteriormente, a defesa passou para outros advogados, entre eles Moisés Gleicher, que também foi chamado para prestar esclarecimentos.
A investigação busca esclarecer se Belaciano manteve algum tipo de participação no processo depois de assumir funções no clube ou se houve alguma manobra para continuar atuando no caso. O possível conflito de interesses também havia sido levantado pelo Conselho Fiscal da SAF.
O inquérito já ouviu ex-dirigentes e representantes ligados ao Vasco e à recuperação judicial. Entre eles estão Carlos Amodeo, ex-CEO do clube; Bianca Reis, ex-diretora jurídica; Adriana Zamponi, representante da administradora judicial; e Gabriel Souza, atualmente diretor financeiro.
Os depoimentos apresentam versões diferentes sobre o valor reconhecido pelo Vasco e pela SAF. Enquanto ex-dirigentes afirmaram ter identificado uma possível irregularidade na inclusão do crédito de R$ 8 milhões, a representante da administradora judicial declarou que os valores próximos de R$ 7,9 milhões haviam sido reconhecidos anteriormente pelo clube e pela SAF.
A Polícia Civil pretende concluir o inquérito em aproximadamente um mês. O presidente Pedrinho ainda será ouvido, assim como Belaciano e Gleicher, que foram convocados para prestar depoimento.
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