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Polêmica! Sócios denunciam gestão do Vasco

20 jun 2025 - 00h43
(atualizado às 15h15)
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Um grupo composto por 145 vascaínos, dos quais 125 são sócios estatutários, protocolou uma denúncia formal com graves acusações contra a atual gestão do Club de Regatas Vasco da Gama. O principal alvo do documento é o presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano, cuja conduta é colocada sob suspeita por práticas que podem configurar conflito de interesses, gestão temerária, violação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e uso do cargo para intimidação política.

Camisa do Vasco
Camisa do Vasco
Foto: Camisa do Vasco ( Divulgação/ Vasco) / Gávea News

Conforme descrito no ofício, a denúncia foi dirigida ao presidente Pedrinho e aos presidentes dos demais quatro poderes do clube, tendo sido protocolada dia 09 de maio. Os autores do texto alegam que o silêncio da diretoria por mais de 100 dias desde o pedido inicial motivou a reapresentação do questionamento, agora com reforço documental e maior número de assinaturas.

Acusações contra Alan Belaciano

O epicentro da controvérsia recai sobre a atuação dupla de Alan Belaciano. Segundo o material apresentado, ele teria exercido funções contraditórias ao representar, como advogado, credores em pelo menos 23 ações trabalhistas contra o Vasco, ao mesmo tempo em que participava de negociações institucionais pelo clube para acordos com esses mesmos credores.

"Há indícios de que o Sr. Alan Belaciano atuou simultaneamente em 'dois lados' de matérias sensíveis ao clube", afirma trecho do documento.

Além disso, os denunciantes alertam para uma possível infração ética por parte do dirigente, à luz do Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/94) e do Código de Ética da OAB. A prática descrita pode resultar em sanções disciplinares, que variam de censura à exclusão do quadro da Ordem, além de responsabilizações civis.

Violação à LGPD e pressão política

Outro ponto grave da denúncia é a alegação de que Belaciano teria divulgado, em carta-resposta, nomes de sócios supostamente inadimplentes, acompanhada de ameaças de exclusão do quadro social. A ação foi interpretada como retaliação política, o que, segundo os signatários, reforça um clima de intimidação generalizado no clube.

"Muitos associados desistiram de assinar o documento por temerem retaliações", relata o texto.

Além das críticas à conduta pessoal de Belaciano, os autores também exigem uma manifestação pública de desculpas aos sócios expostos, uma análise rigorosa do Conselho Deliberativo sobre os danos éticos e jurídicos gerados à imagem do clube, e a abertura de uma investigação interna formal sobre os fatos relatados.

Reações e mobilização política

A movimentação ganhou apoio de sete conselheiros eleitos na chapa do atual presidente Pedrinho, além de um suplente, o ex-médico do clube Clóvis Munhoz. Eles também assinaram o requerimento que solicita a instauração de uma comissão de inquérito pelo Conselho Deliberativo, presidido por João Riche, que, anteriormente, chegou a prometer uma resposta em até 45 dias - prazo que não foi cumprido.

A insatisfação com a gestão se reflete igualmente no campo político. O grupo Casaca, uma das correntes de oposição mais tradicionais, convocou para terça-feira (02 de julho), às 19h30 (horário de Brasília), uma reunião aberta na Casa do Porto, na Tijuca.

A proposta do encontro é reunir torcedores para debater os próximos passos em defesa de um Vasco independente e sob comando de vascaínos identificados com os ideais do clube.

Consequências jurídicas e institucionais

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estabelece que não se pode atuar em lados opostos de um mesmo conflito sem o consentimento expresso das partes. Nesse sentido, a atuação de Belaciano pode ser enquadrada como falta disciplinar grave.

"Assumir defesa de interesses conflitantes sem consentimento explícito das partes envolvidas" é uma das infrações passíveis de punição, conforme o artigo 20 do Código de Ética da OAB.

A assessoria do clube foi procurada, mas até o fechamento da matéria não se pronunciou oficialmente. A expectativa dos denunciantes é de que uma resposta formal seja entregue em, no máximo, 15 dias, conforme solicitado no protocolo.

Gávea News
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