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Pedrinho sobre Vasco x Boca no Paraguai: "Covardia"

STJ julga novo pedido do Consórcio Fla-Flu até a próxima quinta-feira

13 out 2026 - 22h08
(atualizado às 22h29)
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Resumo
O presidente do Vasco, Pedrinho, classificou como "covardia" a tentativa do Consórcio Fla-Flu de barrar no STJ o duelo contra o Boca Juniors no Maracanã, pela semifinal da Sul-Americana. Caso a decisão favorável ao clube seja revertida, a Conmebol levará a partida para o Paraguai. Com ingressos já esgotados e São Januário vetado por segurança, o dirigente atribuiu o impasse a divergências pessoais com a gestão do Flamengo e apelou pelo bom senso.

Pedrinho, presidente do Vasco da Gama, falou sobre a situação do clube, que corre o risco de não conseguir enfrentar o Boca Juniors, no Maracanã, no dia 20 de outubro, na partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana. O time de São Januário conseguiu uma vitória na justiça nesta terça-feira, para enfrentar os argentinos no estádio.

Foto: Dikran Sahagian/ Vasco
Foto: Dikran Sahagian/ Vasco
Foto: Dikran Sahagian/ Vasco / RTI Esporte

Contudo, a dupla Fla-Flu entrou com ação no STJ, que deve ser julgada até a próxima quinta-feira, pedindo que o jogo não aconteça no local. Caso aconteça nova mudança, a Conmebol comunicou à CBF que levará o jogo para o estádio Defensores Del Chaco, no Paraguai.

"Em 2026 pedimos três jogos com antecedência, e só pedi porque eu sou proibido, por não cumprir alguns regulamentos da Conmebol (para jogar em São Januário). Muitas vezes eles dizem que não reconhecem o contrato, mas foi assinado por Flamengo e Fluminense, só não foi na esfera jurídica pelo Consórcio. A decisão tomada pelo TJ foi pela segurança, não pelo gramado. Agora dentro do ônibus eu soube que entraram com esse recurso e que existe esse relatório da Conmebol que pode tirar o jogo do Brasil para o Paraguai. Acho que é uma covardia com a instituição e com a competição", disse Pedrinho à ESPN.

Pedrinho acredita que a dificuldade no diálogo com o Consórcio Fla-Flu acontece pelo relacionamento ruim entre ele e o presidente do Flamengo, Bap.

"Mesmo se não houvesse o contrato com o Consórcio e eu pedisse para jogar no Maracanã, pelo bom senso, poderia haver a gentileza. Um jogo não vai estragar o gramado. Hoje eu assumo esse conflito com o presidente do Flamengo. Virou uma coisa menos técnica e mais para ver quem tem a tinta mais pesada para prevalecer. Não estou medindo força para parecer poderoso, e sim porque eu preciso jogar. Se o BEPE não me garante segurança para 4 mil pessoas em São Januário, preciso jogar no Maracanã", afirmou Pedrinho.

Pedrinho lembrou dos ingressos esgotados

"Já abrimos a venda e já esgotaram os ingressos, o que tira até da possibilidade do Engenhão. Eu acredito que tenha virado pessoal. A questão do gramado, sabemos, um jogo não vai prejudicar. Eles teriam direito de negar, mas pela questão do contrato e do bom senso… Eu peço com antecedência e pela necessidade, então é para uma questão de bom senso. Eu espero que esteja enganado sobre ser algo pessoal, estou sendo processado pelas coisas que falei e é justo. Mas quando as coisas saem do pessoal, precisa haver respeito com o Vasco. Espero que não seja uma picuinha de presidentes que faça o Vasco jogar fora do Brasil. Espero que seja feita a justiça".

RTI Esporte
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