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Entenda a briga do Vasco para jogar semifinal da Sul-Americana no Maracanã

Clube não pode utilizar São Januário e teve pedido para atuar no estádio negado pelo consórcio Fla-Flu

28 set 2026 - 21h20
(atualizado às 21h20)
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Resumo
O Vasco busca um local para a semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors, pois São Januário não tem a capacidade mínima de 30 mil lugares exigida pela Conmebol. A opção do Maracanã foi negada pelo consórcio gestor, gerido por Flamengo e Fluminense, devido ao desgaste do gramado e conflitos de calendário. O clube tenta agora obter uma liberação excepcional da entidade para atuar em seu próprio estádio, sem descartar recorrer à Justiça para mandar o jogo decisivo no Maracanã.

O Vasco vive um dilema quanto ao local em que irá mandar o jogo de volta das semifinais da Sul-Americana contra o Boca Juniors. Segundo as regras da Conmebol, o clube carioca não pode disputar a partida em seu estádio, São Januário, pois, para as competições da entidade, são exigidos locais com capacidade mínima de 30 mil torcedores nesta fase do torneio. A esperança da equipe era conseguir disputar o jogo no Maracanã, já que a arena carioca cumpre os requisitos. Porém, de acordo com o ge, isso também não será possível.

O Consórcio que administra o Maracanã negou o pedido formal do Vasco para que o jogo das semifinais da Sul-Americana fosse disputado no estádio. Segundo a gestão, liderada por Flamengo e Fluminense, a negativa está relacionada ao desgaste do gramado e à grande quantidade de partidas previstas para a arena. A escolha também é influenciada pelo calendário do Maracanã, que receberá Flamengo e Estudiantes, pela Libertadores, apenas dois dias depois do duelo entre Vasco e Boca Juniors.

A decisão aumenta o problema para o Vasco, que já vinha tendo dificuldades para utilizar o estádio nesta temporada. O clube entende que um acordo firmado com o consórcio prevê até quatro partidas por ano no Maracanã, mas não conseguiu levar os jogos contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil, para a arena.

Agora, o Vasco busca alternativas para não deixar o Rio de Janeiro. A diretoria tenta convencer a Conmebol a liberar São Januário de forma excepcional, enquanto não descarta recorrer à Justiça para conseguir o Maracanã. Pedrinho também tenta aumentar a carga de ingressos para a torcida visitante em São Januário e pediu flexibilidade à entidade sul-americana para manter o confronto no estádio.

"Vou tentar aumentar o espaço de visitante em São Januário. Tenho uma boa relação com o Riquelme. Vamos tentar dar todo o suporte para o torcedor do Boca em São Januário. Peço que o presidente da Conmebol tenha um pouco de flexibilidade e autorize que eu jogue em São Januário", disse o presidente vascaíno em entrevista na última sexta-feira.

A Conmebol espera uma definição sobre o estádio no início de outubro. Pelo regulamento, o local do confronto precisa ser informado à entidade com pelo menos dez dias de antecedência.

Vasco e Boca Juniors se enfrentam pela ida e volta das semifinais da Sul-Americana, com primeiro jogo em 13 de outubro, na Argentina, e volta em 20 de outubro, no Rio de Janeiro.

Estadão
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