Torcedor famoso da República Democrática do Congo não consegue visto para torcer pela seleção nos EUA
Michel Kuka Mboladinga, torcedor fanático da República Democrática do Congo, não poderá assistir ao importante confronto da Copa do Mundo contra o Uzbequistão, neste sábado, porque não obteve o visto para os Estados Unidos.
Mboladinga ficou famoso durante a Copa Africana de Nações, em Marrocos, no início deste ano.
Ele se destacou nas arquibancadas por permanecer imóvel durante todas as partidas da RD Congo, em homenagem ao primeiro primeiro-ministro do país, Patrice Lumumba, uma figura reverenciada na nação após ter sido executado por um pelotão de fuzilamento em 1961.
Mboladinga tem uma semelhança notável com Lumumba e usa ternos com as cores de seu país.
Mas, depois de torcer pelos congoleses em sua última partida no México, ele não estará em Atlanta para o jogo decisivo, no qual a equipe tentará avançar aos 16 avos de final.
A embaixadora congolesa em Washington, Kapinga Yvette Ngandu, disse à Reuters que espera que ele consiga um visto caso a República Democrática do Congo avance para o mata-mata da Copa do Mundo.
"Espero que ele traga seu jeito único de torcer pela seleção", disse neste sábado.
Apelidado de "Lumumba Vea" por causa de sua homenagem, Mboladinga levanta o braço para fazer uma pose semelhante à de Lumumba em uma estátua do ex-primeiro-ministro na capital, Kinshasa.
Em nítido contraste com os torcedores que cantam e comemoram ao seu redor, Mboladinga permanece imóvel durante toda a partida.
Seu jeito único de torcer lhe rendeu notoriedade mundial. Quando voltou de Marrocos em janeiro, ganhou um jipe de presente do governo congolês.
Mboladinga estava nas arquibancadas durante a última partida da RD Congo contra a Colômbia, em Guadalajara, que a equipe perdeu por 1 x 0 na última terça-feira, após chegar atrasado à Copa do Mundo.
A chegada de Mboladinga foi adiada devido às restrições impostas aos viajantes da República Democrática do Congo por causa do surto de Ebola no país.
O número de casos confirmados de Ebola na República Democrática do Congo subiu para 1.203, incluindo 321 mortes, segundo dados divulgados pelo governo na sexta-feira.
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