Antigos campeões reverenciam Guga e apostam em Bellucci
Por:Bruno Ceccon
10 jun2011 - 09h49
(atualizado às 10h26)
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A dimensão dos feitos de Gustavo Kuerten em Roland Garros e seu carisma podem ser medidos pela maneira como o russo Yevgeny Kafelnikov e o espanhol Carlos Moyá, dois ex-líderes do ranking mundial e campeões do Grand Slam francês, reverenciam o brasileiro. Assim como o equatoriano Andrés Gomez.
"O Guga é uma pessoa fantástica. Desde que ele entrou no circuito, tivemos algumas grandes batalhas na nossa carreira. Eu não posso dizer nada além de boas palavras sobre o Guga. Ele foi um grande competidor e uma grande pessoa dentro e fora da quadra", disse Kafelnikov na etapa de São Paulo do Circuito de Veteranos da ATP.
Em duplas, o russo conquistou as edições de 1996, 1997 e 2002 de Roland Garros. Em simples, foi campeão em 1996, um ano antes do primeiro título de Guga. Ele acumulou mais de US$ 23 milhões em prêmios durante a carreira e assumiu a liderança do ranking mundial em 1999.
Yevgeny Kafelnikov é um dos adversários mais significativos do brasileiro. Ele eliminou o russo no caminho para seus quatro mais importantes títulos: Roland Garros em 1997, 2000 e 2001, além da Masters Cup em 2000. Na edição de 2010 da Semana Guga Kuerten, ambos se encontraram novamente para uma exibição.
Dez anos depois do último encontro com o brasileiro em Roland Garros, o russo ainda se recorda do embate. "Eu me lembro bem. Como de costume, o Guga jogou muito bem naquela edição de Roland Garros e ganhou de mim nas quartas de final", disse. Em 12 jogos contra Kafelnikov, o brasileiro venceu sete.
Um dos poucos que conseguiu quebrar a hegemonia de Guga na França entre 1997 e 2001 foi o espanhol Carlos Moyá. Ele venceu a edição de 1998 de Roland Garros e, no ano seguinte, assumiu a liderança do ranking mundial. No total, faturou 20 títulos de simples. "O Guga foi muito importante para o tênis e tenho muitas lembranças dos jogos contra ele. Eu consegui ganhar algumas vezes, mas ele venceu a maioria. Ele foi revolucionário para o tênis na América Latina e uma pessoa muito importante por seu carisma", disse o espanhol, que perdeu cinco de oito partidas contra o brasileiro.
No Masters 1.000 de Madri, Moyá teve a chance de ver Thomaz Bellucci em ação. Em sua melhor campanha em torneios do nível, o brasileiro treinado por Larri Passos, ex-técnico de Guga, venceu o escocês Andy Murray e o checo Tomas Berdych, dois top 10, antes de cair diante do sérvio Novak Djokovic na semifinal.
"Se ele mantiver essa consistência, pode chegar muito longe, ele tem jogo para isso. A potência dos golpes dele me impressionou. Saca bem e é canhoto", afirmou o espanhol, que destacou o atual técnico de Bellucci. "O Larri tem a experiência de já ter levado um jogador ao topo e isso é importante", disse.
Gustavo Kuerten e Andrés Gomez são os únicos tenistas da América do Sul e não argentinos que já conquistaram títulos de Grand Slam em simples. O equatoriano, campeão de Roland Garros em 1990, foi top 10 em simples e liderou o ranking de duplas, categoria na qual faturou Roland Garros em 1988 e o Aberto dos Estados Unidos em 1986.
"O tênis cresceu na América do Sul depois que o Guga ganhou Roland Garros, principalmente em nível social. O esporte tornou-se muito mais popular, abriu muitas oportunidades para jogadores de diferentes classes sociais. Existem muito mais quadras agora e isso é bom", afirmou Gomez. O equatoriano trabalha com o desenvolvimento do tênis em seu país. Desta forma, teve a chance de observar Thomaz Bellucci em início de carreira. O desempenho do brasileiro, campeão dos ATP 250 de Gstaad em 2009 e Santiago em 2010, que já foi o 21º do mundo, não é surpresa para o ex-jogador.
"Eu gosto muito dele. Conheço bem o Bellucci, porque ele jogou ainda como juvenil no Equador. Nessa época, eu já percebi que era um jogador com muito talento, mas tem que aprender mais a jogar como canhoto. Ele tem apenas 23 anos e está ganhando experiência", afirmou Gomez, também canhoto.
Guga é seguido por multidão nas ruas do complexo de Roland Garros
Completa 30 anos nesta terça-feira, sete de junho, a russa Anna Kournikova, um dos maiores ícones de beleza e popularidade da história do esporte. Esta galeria exibe 30 fotos representativas da vida e da carreira da musa. Confira:
Foto: Getty Images
Retorno à grama sagrada (2009)Em 2009, Kournikova, aposentada há mais de cinco anos, voltou a jogar em Wimbledon na chave feminina de duplas, a convite da organização. A russa reviveu sua parceria com Martina Hingis
Foto: AFP
Além do esporte (2005)Famosa também fora do âmbito esportivo, Kournikova entrega troféu em premiação musical
Foto: AFP
Primeira vitória em Grand Slams em dois anos (2003)Contra a Henrieta Nagyová, Kournikova conseguiu sua primeira vitória em Grand Slams desde 2001
Foto: AFP
Deusa suja de saibro (2002)Kournikova desfila na quadra de Roland Garros. A russa perdeu na primeira rodada em Paris naquele ano para a australiana Christina Wheeler
Foto: Getty Images
Marilyn em cores (2002)Kournikova repete a cena histórica de Marilyn Monroe no clássico O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch/1955)
Foto: Getty Images
Estrela da moda (2002)Com o aumento das contusões, Kournikova passou a se dedicar mais a suas atividades de modelo
Foto: Getty Images
Campeã de Grand Slam (2002)Kournikova venceu dois títulos de Grand Slam, os dois em duplas, no Aberto da Austrália e ao lado da suíça Martina Hingis. O último deles aconteceu em 2002, o primeiro em 1999
Foto: AFP
De volta ao lar (2002)Cidadã dos Estados Unidos desde a infância, Kournikova participa de exibição nas ruas de Moscou, em 2002
Foto: AFP
Sexy Appeal (2002) Mesmo durante a sessões de treinamentos, Kournikova era alvo dos fotógrafos
Foto: AFP
Enrique Iglesias (2001)Quando sua carreira começava a degringolar em meio a uma série de contusões, Kournikova começou a namorar seu futuro marido, o astro pop Enrique Iglesias
Foto: AFP
Primeiras dores (2000)Kournikova recebe tratamento no pulso, antes de abandonar torneio no México
Foto: AFP
No zoológico (2000)Kournikova brinca com tigre branco em parque australiano, dias antes do Aberto da Austrália
Foto: Getty Images
A melhor... em duplas (2000)Vestida para devastar quarteirões, Kournikova recebe prêmio como melhor duplista da temporada
Foto: Getty Images
Amiga do Fenômeno (2000)Antes de conhecer Enrique Iglesias, Kournikova ficou amiga de Ronaldo
Foto: Getty Images
Versão colorida (2000)Kournikova em entrevista coletiva em Hong Kong, no ano 2000
Foto: AFP
Uma é boa, duas é... (2002)A russa posa em frente a outdoor estampando sua própria foto
Foto: Getty Images
Boleira (2000)Kournikova se diverte jogando futebol com a suíça Martina Hingis, sua melhor amiga no circuito
Foto: AFP
Ícone Pop (2000) Rostos de Kournikova e do inglês David Beckham são destaques em campanha publicitária
Foto: AFP
Movendo multidões (1999)Torcedores se vestem de Kournikova para acompanhar partida da musa no Aberto da Austrália
Foto: AFP
Auge (1999/2000)O Aberto da Austrália de 1999 marcou a melhor fase da carreira de Kournikova. A partir dali, num período de dois anos, ela frequentou o top 20 da WTA, chegando ser número 8 do mundo em simples e número 1 em duplas
Foto: Getty Images
Descansando (1999)A bela russa enxuga o rosto em partida do Aberto da Austrália
Foto: Getty Images
Perfeição (1998)Kournikova, 17 anos, exibe toda a sua beleza em retrato
Foto: Getty Images
Decifra-me ou devoro-te (1998)Ao lado das tenistas Arantxa Sanchez (dir.), da Espanha, Olga Barabanschikova, da Rússia, e Maria Sanchez (esq.), também espanhola, Kournikova se diverte nas pirâmides egípcias
Foto: Getty Images
Musa brilha em Wimbledon (1997) Em 1997, Kournikova conseguiu o resultado mais expressivo da carreira. A musa foi semifinalista em Wimbledon, sendo derrotada por Martina Hingis
Foto: AFP
Celebridade (1997) Aos 16 anos, Kournikova atraia multidões de fãs
Foto: AFP
Lolita (1997)Aos 15 anos, a jovem Kournikova chamava a atenção da imprensa internacional por sua beleza
Foto: Getty Images
Debutante em grande estilo (1996) Em 1996, aos 15 anos, a russa fez sua estreia em torneios do Grand Slam nos Aberto dos Estados Unidos, e foi muito bem. Kournikova caiu apenas na quarta rodada para a alemã Steffi Graf
Foto: Getty Images
Premiada (1994)Kournikova recebe prêmio da ITF como melhor tenista juvenil
Foto: Getty Images
Menina prodígio (1990)Aos oito anos de idade, Kournikova recebe orientação do treinador Nick Bollettieri, o mesmo de Andre Agassi e Maria Sharapova