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Técnico do Haiti espera um dia visitar o país tomado pela crise

23 jun 2026 - 22h38
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Sébastien Migné é ‌técnico do Haiti há dois anos e levou a seleção à sua primeira Copa do Mundo desde 1974 e, embora nunca tenha pisado no país caribenho devido à crise de segurança em curso, espera corrigir isso em um futuro próximo.

A seleção de Migné foi ⁠a primeira eliminada do torneio após derrotas para Escócia e Brasil e ‌enfrenta Marrocos em sua última partida do Grupo C nesta quarta-feira.

O Haiti não joga em casa desde 2021, quando o país ‌foi tomado pela violência das gangues após ‌o assassinato do presidente Jovenel Moïse.

"Infelizmente, é a primeira vez ⁠que isso acontece na minha carreira. Não pude ir para lá nos últimos dois anos por motivos de segurança, como vocês podem entender", disse Migné aos repórteres nesta terça-feira.

"Espero poder ir ao Haiti. Minha presença lá seria muito útil para os treinadores locais e ‌ajudaria a identificar talentos locais."

A maioria dos jogadores da seleção do Haiti ‌vem da diáspora do ⁠país. O meia ⁠Woodensky Pierre, de 21 anos, é o único que joga por um clube ⁠haitiano.

"Consegui identificar um talento entre ‌os 26 jogadores do ‌Haiti", disse Migné.

"Há jogadores como esses esperando lá, esperando para serem descobertos. Estou convencido de que é um país do futebol e, apesar do contexto e das circunstâncias, não foi por ⁠acaso que o país se classificou muitos anos atrás."

"Por isso, tenho esperança de que isso aconteça. Não posso dizer quando será possível, mas, se for, iremos para lá ainda este ano."

O Haiti, apesar da eliminação, está determinado a ‌dar tudo de si para somar os primeiros pontos do país em uma Copa do Mundo, tendo perdido todas as três partidas ⁠em sua única participação anterior.

"Independentemente da nossa eliminação, é importante jogarmos bem nesta terceira partida, porque nossa classificação para a Copa do Mundo representa muita esperança para os haitianos", disse Migné.

"Sim, tivemos duas derrotas, mas a verdadeira perda, a verdadeira derrota, seria desistirmos."

A partida desta quarta-feira será a última do capitão Johny Placide pela seleção de seu país. O goleiro de 38 anos se despedirá do futebol internacional após o torneio.

"Espero que possamos dar a ele a melhor despedida nesta última partida", disse o técnico.

"Talvez um ponto, talvez três pontos. Isso entraria para a história e seria incrível para o capitão do Haiti."

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