Rodrigo Koxa é finalista do Big Wave Challenge e pode recuperar recorde mundial
Surfista brasileiro disputa o principal prêmio da modalidade após dominar uma verdadeira montanha de água em Nazaré. Caso a medição preliminar de 29,15 metros se confirme, Koxa retomará o trono da maior onda já surfada na história. Nove anos após gravar seu nome no topo do surfe mundial, o brasileiro Rodrigo Koxa está a um […]
Surfista brasileiro disputa o principal prêmio da modalidade após dominar uma verdadeira montanha de água em Nazaré. Caso a medição preliminar de 29,15 metros se confirme, Koxa retomará o trono da maior onda já surfada na história.
Nove anos após gravar seu nome no topo do surfe mundial, o brasileiro Rodrigo Koxa está a um passo de reviver o ápice de sua carreira. Nazaré, em Portugal, foi mais uma vez palco para descida em uma parede de água, que dessa vez beira a marca dos 30 metros de altura. Realizada durante uma ondulação histórica em dezembro de 2025, o feito garantiu ao paulista uma vaga entre os três finalistas na categoria de maior onda masculina do Red Bull Big Wave Challenge 2026, considerado o "Oscar" das ondas gigantes.
Mais do que a consagração na temporada, o feito coloca o ex-detentor do Guinness World Records na briga direta para recuperar o título da modalidade. A confirmação matemática dessa história tem data e local marcados. No próximo dia 19 de setembro, durante a cerimônia de premiação na Califórnia, a organização revelará a medição oficial da onda. Segundo análises preliminares de especialistas, a marca bateu 29,15 metros. Caso o número seja homologado, Koxa não apenas levará o troféu do evento, mas retomará o recorde mundial, que atualmente pertence ao surfista alemão Sebastian Steudtner com 26,21 metros.
Em entrevista exclusiva, Koxa revela que o sentimento predominante era a confiança no potencial do feito realizado em águas portuguesas. O momento em que soube da indicação para a final pegou o atleta no meio de sua rotina de preparação física.
"Eu confiava muito que a minha onda poderia ser finalista a qualquer momento. Eu estava indo treinar e avisei a minha esposa. Ela estava trabalhando na faculdade e, quando eu já estava quase saindo do treino funcional, ela me ligou dando a notícia. Nós temos essa coisa de comemorar juntos qualquer conquista relevante. Eu já vibrei, fiz um vídeo na hora e comecei a compartilhar com a galera."
Estratégia, Medições e o Sonho do Recorde
Rodrigo entrou para a história do esporte em 2018, quando estabeleceu o recorde mundial, marca que permaneceu em seu nome até ser superada anos depois. Ao comparar a onda do primeiro recorde com a atual, o atleta destaca que ambas são fruto de um estudo meticuloso e de um sonho de infância. Para registrar a onda de dezembro, a paciência e o posicionamento foram os mesmos de quase uma década atrás: Esperar o momento exato, escondido atrás do farol de Nazaré.
"O Big Wave Awards sempre foi o sentido da minha vida. Quando eu tinha 16 anos, havia um adesivo na geladeira de casa que me motivava a vencer esse prêmio. Em 2017, esperamos duas horas no mar e pegamos a maior do dia. Agora, a estratégia foi a mesma. Ficamos no cantinho da pedra, bem na frente do farol, aguardando por um tempão. Quando surfamos essa onda, todo mundo já dizia que era a maior do dia."
A confirmação visual rapidamente se transformou em expectativa.
"Logo que comecei a postar, já mediram lá em Portugal. Todas as medições que foram feitas passaram dos 26 metros, com marcas de 28 e a de 29,15 metros, feita pelo especialista Paulo Vinícius. A expectativa aumenta, porque você vê que a onda tem potencial para bater o recorde. É um sonho poder pegar de volta esse título que ficou tantos anos comigo."
O momento é tão significativo que o surfista revelou estar produzindo um curta-metragem sobre a jornada, intitulado "Oito Anos Depois do Recorde", com lançamento previsto para as próximas semanas.
Choque de Gerações em Nazaré
A disputa pelo topo do mundo não será fácil. Ao lado de Koxa, concorrem ao prêmio dois grandes nomes da atualidade, ambos indicados por ondas também surfadas em Nazaré: O compatriota Lucas Chumbo e o francês Clement Roseyro.Koxa, que completará 47 anos poucos dias após a premiação, celebra o privilégio de competir contra a nova geração e espera que a sua experiência fale mais alto.
"Estou na final com os dois surfistas de Nazaré que considero os melhores. O Lucas Chumbo é a nova geração brasileira, o cara que considero o melhor de Nazaré em performance, é forte, destemido e indiscutível. O Clement surgiu há menos tempo, mas é um verdadeiro "waterman", surfa demais."
Para o veterano das ondas gigantes, a cerimônia na Califórnia tem um peso duplo.
"Estar entre esses dois mostra o quanto é difícil estar nessa disputa. Sou de uma geração mais velha, então uso minha experiência para conseguir me manter no meio deles. Meu aniversário é dia 22 de setembro e o Oscar do surfe é no dia 19. Vai ser um presente de aniversário incrível conseguir vencer essa nova geração que vem com tanta força e potência. É uma honra."
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