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O adeus de Alejo Muniz: veterano encerra carreira na elite do surfe em paz com a própria história

Surfista aposentou-se do CT em Saquarema e destacou episódios que marcaram sua trajetória

21 jun 2026 - 04h59
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Resumo
Alejo Muniz, aos 36 anos, anunciou sua aposentadoria do surfe profissional durante o Vivo Rio Pro em Saquarema, encerrando uma carreira marcada por momentos históricos, como sua contribuição para o título mundial de Gabriel Medina em 2014 e sua vitória em Newcastle dedicada ao amigo Ricardo Santos.
Aos 36 anos, Alejo Muniz despediu-se do Circuito Mundial na Praia de Itaúna, em Saquarema
Aos 36 anos, Alejo Muniz despediu-se do Circuito Mundial na Praia de Itaúna, em Saquarema
Foto: Ed Sloane

Chegou ao fim uma história de amor ao surfe. Aos 36 anos, Alejo Muniz aposentou-se da elite mundial na Praia de Itaúna, em Saquarema, no Vivo Rio Pro. No início de 2026, o atleta, que é o mais velho do Championship Tour (CT), havia anunciado que esta seria a sua última temporada. 

Argentino que escolheu defender o Brasil, país para onde se mudou ainda criança, Alejo entrou no CT pela primeira vez em 2011 e permaneceu por cinco temporadas. Em 2017 perdeu o posto na elite e conviveu por um longo período com lesões e cirurgias nos joelhos. 

Retornou ao mais alto nível em 2025 e, na sexta-feira, 19, perdeu no round 2 para o australiano Ethan Ewing por 12.66 a 10.30 e escreveu o seu último capítulo na primeira prateleira do surfe em Saquarema. 

Em entrevista exclusiva ao Terra, o surfista relembrou momentos marcantes da carreira, entre eles, a participação fundamental que teve na conquista do primeiro Mundial alcançado por Gabriel Medina em 2014, quando Alejo eliminou Kelly Slater e o australiano Mick Fanning, que estavam na briga pelo troféu. 

Confira abaixo a entrevista completa:

Qual é a maior saudade que vai sentir do Championship Tour?

"O que mais vou sentir falta vai ser viajar com os meus amigos. Viajo com essa galera desde os 12 anos. São mais do que amigos, virou família. Vou estar em casa, eles competindo, e vou saber exatamente onde eles estão indo comer (risos). Sentirei bastante falta".

Qual foi o momento mais marcante durante toda a trajetória na elite?

"São dois momentos. Quando venci a etapa de Newcastle, na Inglaterra, um dos eventos mais antigos da história do surfe. Consegui dedicar a vitória para o meu amigo Ricardo Santos, o Ricardinho, que infelizmente nos deixou. Era um dos meus melhores amigos e faz muita falta. Poder dedicar essa vitória para ele foi muito importante para mim".

"A segunda memória foi quando o Gabriel [Medina] foi campeão mundial. Ajudei um pouquinho, tirando o Mick Fanning e o Kelly Slater em Pipeline. Pude estar presente e foi muito especial".

Quando você tomou a decisão de encerrar a sua trajetória no CT?

"Tomei essa decisão no meio do ano passado. Comecei a pensar sobre isso porque foi um ano de muita pressão. Fiquei oito anos tentando voltar ao CT e aí conversei com a minha esposa, com o meu time, e tomei a decisão. Achei que era o melhor momento e está sendo perfeito".

Mudaria algo na sua carreira?

"Poderia ter tido um pouco mais de paciência. Sempre treinei muito, sou muito disciplinado e aí queria os resultados na hora. Se eu tivesse tido um pouco mais de paciência, talvez pudesse ter alcançado outras coisas. Acho que é a única coisa que eu mudaria".

NOTA: Ricardo Santos, conhecido como Ricardinho, foi morto em 2015, quando tinha 24 anos. Ele foi baleado em frente à casa da família, na Guarda do Embaú, em Palhoça, Santa Catarina, na manhã de 19 de janeiro de 2015 por um policial militar que estava de férias. Desde 2008, o surfista havia participado de sete etapas do Circuito Mundial, além de eventos do Qualifying Series.

Fonte: Portal Terra
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