Conheça alguns folclóricos torcedores do Sport
O Diário de Pernambuco mostrou nesta quarta-feira, dia da partida entre Sport e Palmeiras, pela Copa Libertadores, as armas da equipe rubro-negra para derrotar o elenco comandado por Vanderlei Luxemburgo. Além da conhecida Ilha do Retiro, "caldeirão capaz de engolir os rivais", segundo a publicação, o time pernambucano tem outros trunfos.
A publicação mostra alguns torcedores folclóricos da equipe rubro-negra que comparecem nos duelos decisivos na Ilha do Retiro. Os místicos fãs vão desde um garoto de apenas 9 anos até o chamado "Axl Rose da Ilha", que faz alusão ao vocalista da banda Guns N'Roses.
Nos intervalos das partidas na Ilha, o professor Márcio Edgard, 34 anos, vira outra pessoa e se torna o vocalista da banda americana, que surgiu no fim dos anos 80 e estourou no início da década seguinte. Depois dos primeiros 45 minutos, a rádio do estádio toca alguns sucessos da banda e Márcio faz sua performance, apoiado pelo restante dos torcedores.
"Começou porque eu gosto muito dessa música (Sweet Child O'Mine), e cantava para a minha filha, Lívia Rose (uma homenagem a Axl). No dia que tocou pela primeira vez (Sport 2 x 2 Grêmio, 16/07/08), eu me empolguei. Foi natural, e a torcida bateu palmas. Agora, sempre me cobram", disse o professor, que nesta quarta irá ouvir Welcome to the Jungle.
Outra ilustre torcedora é uma senhora, 84 anos. Freqüentadora da Ilha do Retiro desde os anos 50, Maria José senta em seu lugar com um radinho de pilha e já virou um símbolo. Os torcedores mais jovens, inclusive, aproveitam as partidas para tirar algumas fotos com a fanática fã.
Maria José recebeu até os elogios de Zé do Rádio. Ele é conhecido por ser o "torcedor mais chato do Brasil". "Ela merece tudo aqui. Eu sou símbolo? Sou nada. Ela é que é", afirmou Zé do Rádio, que ganhou esse nome em 1999, durante um jogo contra a Portuguesa, treinada por Zagallo, que deu o apelido. O motivo foi o rádio potente atrás do banco de reservas.
Último, mas não menos importante torcedor citado pelo jornal local, Paulo Maranhão tem apenas nove anos, mas sua idade não o faz menos fanático. Vestido com a camisa dourada do Sport, Paulinho foi influenciado pelos pais e pelos irmãos mais velhos, que também torcem pelo clube.
"Estou confiante de que vamos passar de fase na Libertadores. Na minha escola, é sempre bom tirar onda dos alvirrubros", disse o garoto, cujo aniversário é dia 18 de março, em uma festa temática sobre o Sport.
Só será sabido se esses "personagens" terão um final feliz no fim da noite desta quarta, quando o árbitro apitar o fim da partida entre Palmeiras e Sport, que terá início às 21h50 (de Brasília).