São Paulo demite executivo de futebol Rui Costa em meio à crise
Dirigente sofria pressão constante desde o início do ano, quando torcedores pediram sua saída, e não resistiu à intertemporada
Os bastidores do São Paulo seguem movimentados mesmo com a pausa do Brasileirão para a Copa do Mundo de 2026. O clube anunciou na tarde deste sábado, 20, a demissão do diretor-executivo de Futebol, Rui Costa, que estava à frente do cargo desde 2021, mas que vivia forte pressão interna.
A decisão foi divulgada pela própria instituição em comunicado oficial, em que agradece "pelos anos de dedicação e deseja êxitos na sequência da carreira". Ainda não há informações de quem será o substituto do dirigente.
Rui Costa já sofria cobranças pelo desempenho do São Paulo em campo e nos campeonatos. Em abril, torcedores foram ao CT da Barra Funda cobrar o desligamento do diretor-executivo após a derrota de 2 a 1 para o Vasco pelo Brasileirão. O presidente, Harry Massis, é outro que vem sendo alvo de críticas constantes.
Com isso, o clube deve promover uma reformulação em seu departamento. A equipe já voltou aos treinos para a intertemporada e o primeiro jogo após a Copa do Mundo será contra o Athletico-PR, em 22 de julho, no MorumBis.
A crise que afeta os bastidores do clube também é refletida no campo. O dirigente passou a sofrer ainda mais pressão desde a demissão do treinador Hernán Crespo. Roger Machado chegou para o seu lugar e sofreu com a oscilação da equipe na temporada.
A queda de rendimento no Brasileiro com a transição no comando do futebol (o São Paulo deixou de ser líder e agora ocupa o oitavo lugar) foi minando o trabalho do treinador gaúcho que acabou sendo demitido com a eliminação na Copa do Brasil para o Juventude.
Dorival Júnior, atual treinador, tem a missão de recuperar a equipe no Nacional em meio ao clima turbulento que domina os corredores do MorumBis.
Veja nota oficial de Rui Costa sobre sua saída do São Paulo:
Ciclos são naturalmente finitos e o São Paulo Futebol Clube me proporcionou exercer minha atividade profissional com fervor, dedicação e comprometimento por quase seis anos, o que fiz com absoluto respeito à instituição e aos seus torcedores.
O que para alguns poderia parecer uma simples rotina, para mim, foi um grande privilégio que se renovava a cada dia. Vivenciar o Tricolor Paulista ao lado de dirigentes, colaboradores, atletas e ídolos históricos, como os grandes Muricy Ramalho e Rafinha, será sempre a lembrança de que trilhei o bom caminho na instituição.
Participei de conquistas importantes e até históricas, mas me orgulho ainda mais dos momentos extremamente difíceis em que assumi a responsabilidade e busquei o melhor para o São Paulo FC, fazendo o correto dentro de cada situação e não o que era mais fácil ou confortável.
Agradeço ao Clube por esse período em que liderei o departamento de futebol. Deixo o mais nobre 'obrigado' aos torcedores por terem apoiado a equipe durante todo esse tempo e participado ativamente do árduo trabalho em defesa desta grande entidade do esporte mundial.
No futebol e na vida, nem sempre vivemos apenas de momentos alegres e de vitórias. E, nos períodos de dificuldade, quando enfrentamos obstáculos e percalçoso, reconheço que as críticas construtivas que recebi foram importantes para fazer a devida autocrítica e para meu fortalecimento pessoal e profissional.
Saio do SPFC com três taças conquistadas: as inéditas Copa do Brasil (2023) e Supercopa do Brasil (2024), e o Campeonato Paulista (2021), que não era vencido pelo Clube há 16 anos. Tenham certeza de que seguirei minha carreira com os mesmos princípios de lealdade, respeito e profissionalismo que sempre me nortearam até aqui.
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