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Conselho do São Paulo define data para votar acordo com Ticketmaster

Proposta da empresa prevê R$ 110 milhões ao Tricolor em até 45 dias após a assinatura, além de R$ 30 milhões pela gestão do camarote 29A

18 set 2026 - 20h00
(atualizado às 20h01)
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Resumo
O Conselho Deliberativo do São Paulo votará, nos dias 29 e 30 de setembro, o acordo com a Ticketmaster para a venda de ingressos do Morumbis, substituindo a Total Acesso. A parceria prevê o adiantamento de R$ 140 milhões — sendo R$ 110 milhões via empréstimo e R$ 30 milhões pelo uso de um camarote —, montante essencial para quitar pendências financeiras e direitos de imagem com o elenco. O processo avançou mesmo após questionamentos da NewC sobre critérios técnicos da concorrência.
Massis destravou acordo com Olten –
Massis destravou acordo com Olten –
Foto: Instagram @massisjunior / Jogada10

O Conselho Deliberativo do São Paulo marcou para os dias 29 e 30 de setembro a votação para aprovação do acordo firmado pela diretoria com a Ticketmaster para ser a nova gestora da venda de ingressos do Morumbis. A reunião para analisar o acordo será no dia 29 de setembro, às 18h30. A convocação foi enviada aos conselheiros nesta sexta-feira (18/9).

Agora, o acordo entre o presidente do clube, Massis, e presidente do Conselho Deliberativo, Olten, também abre caminho para a análise do contrato com a Ticketmaster. A empresa foi escolhida pelo Tricolor para substituir a Total Acesso.

A diretoria vê a Ticketmaster como alternativa essencial para quitar as dívidas de curto prazo, especialmente de direitos de imagem com os jogadores. Pelo acordo, o Tricolor Paulista receberá adiantamento de R$ 140 milhões.

Massis destravou acordo com Olten –
Massis destravou acordo com Olten –
Foto: Instagram @massisjunior / Jogada10

Contrato prevê antecipação e pagamento de dívidas

A proposta da Ticketmaster prevê R$ 110 milhões ao São Paulo em até 45 dias após a assinatura. O valor vai servir como empréstimo e terá devolução em cinco anos, com juros equivalentes ao CDI mais 1,99%. Além disso, a empresa pagará outros R$ 30 milhões pela gestão do camarote 29A durante cinco anos.

Os R$ 140 milhões previstos foca no planejamento financeiro para quitar pendências com o elenco. Ao mesmo tempo, o clube precisa submeter o contrato ao Conselho de Administração e, posteriormente, ao Conselho Deliberativo. A diretoria havia aprovado a proposta da Ticketmaster antes do envio ao órgão deliberativo.

A NewC apresentou questionamentos sobre respostas da diretoria, informações utilizadas no processo e critérios técnicos adotados na concorrência. A empresa afirma que sua estrutura poderia alcançar R$ 500 milhões. Por outro lado, o São Paulo sustenta que não houve proposta formal durante a disputa.

Em nota, o clube afirma que o material da NewC consistia em uma apresentação preliminar relacionada a uma possível operação financeira com receitas futuras e o MorumBIS. Dessa maneira, a diretoria considera que o conteúdo não poderia ter comparações diretas com a proposta formal da Ticketmaster. O São Paulo também afirmou que solicitou informações detalhadas sobre a operação, mas não recebeu uma proposta completa.

A situação financeira do clube aumenta a importância da definição sobre o contrato. A diretoria havia comunicado aos jogadores a intenção de quitar os atrasos até o fim de setembro, depois de não cumprir prazos anteriores. Enquanto isso, o elenco ainda possui pendências de direitos de imagem. A comissão formada pelo Conselho Deliberativo, em suma, analisará os questionamentos antes da próxima etapa de votação do acordo.

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Jogada10
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